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Segunda-Feira, 06 de Setembro de 2010
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Uniduto entrega projeto e eleva custo para R$ 2,9 bi  

30/07/10 - A Uniduto entrega, nesta 6ª feira (30), na Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo o EIA/RIMA (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental)do projeto de construção do alcoolduto ligando o interior de São Paulo ao Porto de Santos. Segundo o presidente da empresa, Sérgio Van Klaveren, foram investidos R$ 50 milhões neste primeiro passo do projeto. A expectativa é de que a Secretaria de Meio Ambiente conceda a licença prévia para o projeto do alcoolduto em cerca de seis meses. "A produção do EIA/RIMA foi trabalhosa e contou com o esforço de mais de 100 pessoas para detalhar e estudar todos os biomas por onde o duto vai passar", disse Van Klaveren.


Agora, a expectativa é de que logo após a concessão da licença prévia, a Secretaria de Meio Ambiente também emita a licença de implantação, que permitirá o início das obras. Segundo o executivo, as obras devem ter início no segundo trimestre de 2011. A Uniduto é uma empresa criada por um consórcio de produtores de álcool para construir um alcoolduto ligando o interior de São Paulo ao litoral. Hoje a Uniduto tem como acionistas doze grandes grupos do setor sucroalcooleiro. Estes grupos possuem cerca de 90 usinas, que são responsáveis por um terço da produção brasileira de etanol. Os principais são Cosan, Copersucar e Crystalsev, cada um com participação de 26,17%.


Van Klaveren afirma que o estudo detalhado dos biomas permitiu que o custo de todo o projeto também fosse melhor avaliado. Segundo ele, o projeto deverá consumir investimentos de R$ 2,9 bilhões ante uma expectativa inicial em torno de R$ 2 bilhões. O projeto prevê um alcoolduto de 600 quilômetros ligando Sertãozinho (SP) até o Porto de Santos. A previsão é de que o duto, com capacidade de transportar 17,5 bilhões de litros de etanol por ano, entre em operação em 2012.


O duto passará por 47 municípios e terá quatro bases de coleta, em Botucatu, Anhembi, Serrana e Santa Bárbara D´Oeste. O desembarque será em Paulínia, Caieiras e Guarujá, onde será construído um porto offshore a seis quilômetros da costa. Do total a ser investido, 70% serão captados no mercado financeiro, como dívida, e 30% virão de ações, com recursos aportados tanto pelos acionistas como também por um investidor estratégico. A empresa também vai apresentar o projeto para captação de recursos no Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Eduardo Magossi
Fonte: Agência Estado

    



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