|
30/07/10 - BC prevê reajuste zero neste ano, mas diz que alta do petróleo pode elevar custos
A gasolina pode ficar mais cara à medida que os preços internacionais do petróleo também aumentarem, apesar das previsões nacionais se manterem estáveis, segundo a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgado nesta quinta-feira (29). Na reunião da semana passada, o banco elevou a taxa Selic de 10,25% ao ano para 10,75%, com o objetivo de encarecer o crédito e controlar a inflação.
As projeções de reajuste para o combustível e para o gás de cozinha continuaram inalteradas em relação à última reunião, com previsão de aumento "zero" para este ano. Apesar disso, o BC afirma que a "incerteza que envolve esses preços segue elevada". O documento do BC diz que a preocupação se justifica pela "incerteza da recuperação da economia européia", pela oferta do petróleo e por questões geopolíticas.
- Independentemente do comportamento dos preços domésticos da gasolina, a evolução dos preços internacionais do petróleo pode, eventualmente, se transmitir à economia doméstica tanto por meio de cadeias produtivas, como a petroquímica, quanto pelo efeito potencial sobre as expectativas de inflação.
|