Sexta-Feira, 24 de Maio de 2013
:
BANNER
Home > ÚLTIMAS NOTÍCIAS Diminuir a letra Aumentar a letra
Agronegócio, a ilha de produtividade e inovação  

06/03/13 - Em sua carta a El Rei Dom Manuel de Portugal, Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Pedro Álvarez Cabral, relatou suas impressões sobre as novas terras descobertas.

Neste, que é o primeiro documento escrito da história do Brasil, Caminha observou que "a terra em si é de muito bons ares (...) Águas são muitas; infindas.

E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo". Estava aí a origem da frase famosa "em se plantando, tudo dá". Mas desde que se iniciou a colonização, percebeu-se que a impressão de Caminha estava errada.

No Brasil, monoculturas como cana e café prosperavam, mas o país tinha muita dificuldade em se abastecer de outros alimentos essenciais. Em geral, nossas terras eram hostis às lavouras e culturas tradicionais europeias.

Muito de nossa inflação altíssima e crônica, inclusive, esteve intimamente ligada aos choques negativos da oferta de alimentos.

A partir da década de 1970, entretanto, esse panorama começou a mudar rapidamente e atualmente, a situação se inverteu.

Há mais de uma década, o agronegócio tornou-se uma verdadeira ilha de produtividade no Brasil, cercada por um mar de estagnação.

Sua produtividade vem crescendo 3,5% a.a. na última década, enquanto que no setor industrial e de serviços, as taxas foram de -0,6% a.a. e 0,5% a.a., respectivamente.

Assim, enquanto a produtividade da indústria recuou e a do setor de serviços praticamente estagnou, a produtividade do agronegócio continua em franca expansão, a despeito dos problemas logísticos e de infraestrutura do país.

Dados mostram que o setor vem crescendo mais que o PIB brasileiro seguidamente e ajudando na estabilidade de preços. Para o nosso comércio exterior, sua importância é imensa.

A participação do agronegócio brasileiro nas exportações tem girado em torno de US$ 80 bilhões, mais de um terço das nossas exportações totais.

Tal fato coloca o Brasil como segundo país maior exportador agrícola mundial, atrás apenas dos EUA, com sua média US$ 150 bilhões de exportações agrícolas.

Aliados às condições naturais do país, o crescimento consistente e a produtividade crescente - inclusive acima da média mundial e da média dos países emergentes -, vêm impulsionando o aumento da internacionalização do setor.

Os três grandes exemplos de internacionalização de empresas do ramo alimentício são as empresas beneficiadoras e frigoríficos de carnes JBS, Marfrig e a BR Foods - resultado da fusão das tradicionais marcas comerciais Sadia e Perdigão.

Essas empresas estão entre as cinco maiores do mundo em seu segmento. Por outro lado, essa verdadeira revolução ocorrida no agronegócio brasileiro vem acompanhada de algo que falta em outros setores da nossa economia: inovação.

O Brasil responde por incríveis 10% das pesquisas e contribuições científicas na área de ciências agrárias feitas no mundo, de acordo com os dados do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Essa performance está intimamente ligada à Embrapa, criada nos anos 1970. Para se ter ideia do feito do setor, a contribuição está muito acima da média brasileira de 2% a 3% em outros campos científicos.

O agronegócio é um exemplo do Brasil que dá certo. Por que o resto do país não o imita?


Rodrigo Sias - economista pelo Instituto de Economia da
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Fonte: Brasil Econômico



Notícias Relacionadas:
 24/05 - Apesar de safra recorde e desoneração, redução no preço do etanol não chega ao consumidor
 24/05 - VBP da cana deve alcançar R$ 4,7 bi em Minas
 24/05 - Esalq: novas tecnologias do mercado sucroenergético em foco no VI Simpósio: Tecnologia de Produção de Cana-de-Açúcar
 24/05 - Produtores estão otimistas quanto ao rendimento agrícola, afirma Datagro
 24/05 - Momentos decisivos para a indústria química
 24/05 - ´Paradeira´ no segmento de equipamentos
 24/05 - Safra argentina mantém números desencontrados
 23/05 - Variação do preço do álcool chega a 22% em Passos
 23/05 - A ganância na hora de vender o etanol no Brasil
 23/05 - Diferença acima de R$ 0,20
 23/05 - Etanol é mais vantajoso que a gasolina em Ribeirão Preto
 23/05 - CE: Estímulo ao consumo do etanol esbarra no alto custo
 23/05 - Desafio global
 23/05 - Empresas adiam os investimentos e esperam retomada
 23/05 - Custo elevado inibe avanço do plástico verde no país
 22/05 - Há chance de ´disparidade´ no mercado de açúcar e etanol, diz estudo
 22/05 - Preço do etanol recua por avanço da safra e vendas por necessidade de caixa
 22/05 - Colheita de cana de MG deve crescer 10% na safra 2013/14
 22/05 - Preço da ureia agrícola caiu em maio
 22/05 - Governo quer elevar retomo em energia
A UDOP

• Associadas
• Convênios e Parcerias
• Estrutura Administrativa
• Histórico
• Missão e Objetivos
• Serviços Prestados
• Vídeo Institucional
Associadas

• Todas
• Mapa
• Vídeos Institucionais
Cursos-UniUDOP

• Agenda
• Aulas/Palestras
• Comitês
• Congresso Nacional da Bioenergia
• Guia de Cidades
• Pós-Graduação
• Qualifica
Indicadores

• Açúcar
• Boletins
• Comércio Exterior
• Consecana
• Cotações
• Etanol
• Pesquisas UDOP
• Precipitação de Chuva
• Safras
MultimÍdia

• Banco de Imagens
• Galeria de Fotos
• Galeria da Bioenergia
Notícias

• Últimas notÍcias
• Internacionais
• Curiosidades
• RSS
• TV UDOP
UDOP Informa

• Biblioteca Virtual
• Bolsa de Empregos
• Bolsa de Negócios
• Guia de Empresas
• Legislação
• Links Interessantes
• Meteorologia
• Sustentabilidade
• Variedades de Cana
Usinas/Destilarias

• Mapas
• Unidades
UDOP - União dos Produtores de Bioenergia
Praça João Pessoa, 26 - Centro - 16.010-450 - Araçatuba/SP - tel/fax: +55 (18) 2103-0528

2012 - Todos os direitos reservados
Desenvolvimento:
/