Terça-feira, 31 de maio de 2016
:
IMPRENSA

Agência UDOP de Notícias

Últimas Notícias

Galerias de Fotos

Mídias Sociais

RSS

TV UDOP

Apoio Cultural

Contatos

Home > ÚLTIMAS NOTÍCIAS Diminuir a letra Aumentar a letra
Asiáticos investem mais na região  

04/01/16 - A presença de investidores asiáticos, mais precisamente do subcontinente indiano e do oriente, é cada vez maior na região de Araçatuba. Só no último bimestre de 2015, uma estatal chinesa arrematou concessão de importantes hidrelétricas locais, um conglomerado do mesmo país comprou fatia da única companhia aérea que opera na cidade-sede, uma empresa coreana está bem próxima de assumir concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto em Araçatuba e japoneses passaram a comprar etanol de usina sucroalcooleira de Clementina.

Para o economista Marcos Antonio de Andrade, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, mesmo a perda do selo de bom pagador pelo Brasil - rebaixado pelas agências de classificação de risco Fitch e Standard & Poor´s diante da instabilidade político-econômica atual -, não deve afugentar negociadores asiáticos da região ou do País como um todo.


BRICS

Um dos fatores que contribuem para isso é o fato de o Brasil integrar o grupo político de cooperação BRICS, formado por outros mercados emergentes como a Rússia, Índia, China e África do Sul. Uma das estratégias que beneficiam o País é a fundação do Novo Banco de Desenvolvimento (também conhecido como Banco dos Brics), criado em julho de 2014, para incentivar investimentos nas nações integrantes, como destaca o economista.

"Os asiáticos são atraídos ainda pela localização geográfica brasileira e o fato de o custo da mão de obra local ser inferior ao de países da Europa ou até de outras nações latino-americanas, mas, ainda assim, oferecer especialização". Outro ponto que favorece o interesse dos orientais pelo Brasil é a depreciação do câmbio promovida em 2015, que tornou o mercado nacional barato. "Investir em dólar no País ficou barato".

Porém, entraves legislativos e burocráticos impedem que o volume das aplicações de recursos internacionais em território nacional se expanda consideravelmente, avalia Andrade. "Se o Brasil tivesse revisto a forma como ocorrem procedimentos de abertura de capital, empresa ou constituição de sociedade, acredito que nós teríamos recebido mais investimentos do que recebemos." Um dos problemas é a morosidade: a abertura de uma empresa leva em média 45 dias, segundo cálculos do economista, enquanto em países desenvolvidos o prazo médio é de dois dias. Em relação ao aspecto cultural, o Brasil teria dificuldades em acompanhar os grandes players internacionais mais adaptados ao capitalismo, de acordo com Andrade. "A China, apesar de ser historicamente socialista, ao buscar expansão no mercado internacional, é um país com visão e comportamento extremamente capitalistas".

O mercado doméstico, por seu tamanho e potencial de crescimento, foi apontado como o motivo que mais influenciou empresas asiáticas a investirem no Brasil, segundo pesquisa coordenada pelo professor e pesquisador da ESPM-SP, Mário Henrique Ogasavara, realizada em conjunto com estudiosos do ProÁsia (Programa de Estudos Asiáticos) da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo). A segunda maior razão são os recursos, em especial em relação ao custo de mão de obra e acesso a know-how gerencial. A Amostragem foi realizada em 2013 com questionamento a 30 empresas originárias do Japão, China e Coreia do Sul.


Clementina forneceu etanol para o Japão; Andradina, carne para a China

O grupo sucroalcooleiro Clealco, com unidades em Clementina e Penápolis, fez em novembro sua primeira remessa de etanol para o Japão. Em dezembro, foram realizados novos embarques que totalizaram um volume de 10 mil litros do produto, conforme divulgado pela TV UDOP (União de Produtores de Bioenergia). Segundo o diretor comercial da empresa, Gabriel Carvalho, o etanol vendido para o Japão não é para uso de combustível. O grupo comemorou ter atendido todas as exigências do país asiático e espera que a parceria de fornecimento seja constante nos próximos anos.

A China ampliou o volume de compras de produtos originados de Andradina, município que mais exporta na região de Araçatuba. A cidade faturou US$ 44 bilhões com vendas ao país asiático no acumulado de janeiro a novembro. Deste total, US$ 12 bilhões foram arrecadados somente em outubro. Em todo o ano de 2014, os chineses pagaram apenas US$ 629 mil pelas remessas de Andradina. O aumento das negociações do município com o país coincide com o término do embargo chinês à carne brasileira, firmado em maio. Andradina tem em seu território um frigorífico do grupo JBS-Friboi, um dos nove autorizados a vender para o país asiático, como anunciado pelo Ministério da Agricultura na época. A China subiu da 19ª posição, no ano passado, para o terceiro lugar, em novembro de 2015, no ranking dos principais destinos das exportações andradinenses.


Transações são nos setores de energia, aviação e saneamento

Um dos destaques entre as marcas asiáticas que atuarão na região é a China Three Gorges. A estatal asiática venceu leilão em novembro arrematando a concessão das hidrelétricas de Jupiá, em Castilho, e Ilha Solteira, instaladas no Rio Paraná. Para isso, a gigante chinesa desembolsará R$ 13,8 bilhões. A vitória no certame se deu pela proposta da China Three Gorges de operar as duas usinas por uma receita de R$ 2,381 bilhões ao ano, sem deságio. A corporação executou a construção e administra a usina da barragem de Três Gargantas, na China, considerada a maior hidrelétrica do mundo.

Outro nome chinês com presença na região é o conglomerado HNA Group, acionista da Azul Linhas Áreas, que opera voos em Araçatuba. A empresa comprou 23,7% da companhia área pelo valor de R$ 1,7 bilhão, ganhando acesso ao conselho de administração. O grupo HNA tem a quarta maior frota de aviação da China, operando 561 aeronaves em aproximadamente 630 rotas.

Araçatuba está em vias de ter seu serviço de água e esgoto administrado por capital coreano. O grupo GS Inima está perto de comprar a Samar (Soluções Ambientais de Araçatuba). O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) já aprovou a aquisição de 100% das ações, detidas pela OAS Soluções Ambientais.

Em 2010, o grupo indiano Shree RenukaSugars adquiriu fatia da Equipav Açúcar e Álcool, o que lhe garantiu uma participação majoritária de pelo menos 50,79% na empresa. A firma opera duas usinas sucroalcooleiras da região, situadas em Promissão e Brejo Alegre. O investimento foi de R$ 600 milhões, conforme anunciado na época. Com dívida que ultrapassa R$ 3,351 bilhões, o grupo Renuka entrou em recuperação judicial em outubro deste ano.


01/01/16
Rafaela Tavares

Fonte: Folha da Região - Araçatuba/SP



Notícias Relacionadas:
 30/05 - Dólar cai 0,92% e volta abaixo de R$3,60 com baixo volume e fiscal melhor que o esperado
 30/05 - Consumo de energia elétrica no Brasil tem alta de 1,4% em abril, diz EPE
 30/05 - Governo central tem superávit primário R$9,751 bi em abril, acima do esperado
 30/05 - Alexis Duval integra a presidência do Conselho do Medef Internacional
 30/05 - Petróleo vira e começa a subir
 03/03 - Boas práticas no campo e na indústria podem evitar queda de rendimento da cana bisada
 26/02 - Grupo Clealco apresenta novo Diretor Administrativo Financeiro
 18/02 - Diretoria da UDOP parabeniza eleição de nova diretoria do Sindalco Araçatuba
 12/02 - Grupo Clealco faz rodízio entre as três unidades para colher a cana bisada
 11/02 - Cana bisada e seus reflexos na produtividade serão temas do 1º curso do ano da UniUDOP
 30/05 - Usina Da Mata completa 10 anos progredindo junto à cidade de Valparaíso
 17/05 - Leveduras selecionadas são fundamentais para atingir eficiência na fermentação alcoólica
 13/05 - Vestibulinho para cursos técnicos encerra hoje suas inscrições
 18/04 - Diretor da Bioagência acredita em preços melhores para o etanol na safra 2016/17
 31/03 - Alterações de NRs impactam diretamente área de segurança das empresas, afirma engenheiro
A UDOP

• Associadas
• Associe-se
• Estrutura Administrativa
• Nossa História
• Missão, Visão e Objetivos
• Medalha da Agroenergia
• Serviços Prestados
• Vídeo Institucional
• Apoio Cultural
• Contatos
Institucional

• Comitês de Gestão
• Convênios e Parcerias
• Legislação
• Sustentabilidade
UniUDOP

• A UniUDOP
• Agenda
• Aulas/Palestras
• Comitês de Gestão
• Congresso Nacional da Bioenergia
• Pós-Graduação
• Qualifica
• Seminário/Workshop
• Apoio Cultural
Imprensa

• Agência UDOP de Notícias
• Editorias
• Galerias de Fotos
• Mídias Sociais
• RSS
• TV UDOP
• Apoio Cultural
• Contatos
Dados de Mercado

• Boletins
• Comércio Exterior
• Consecana
• Cotações
• Indicador - Açúcar
• Indicador - Etanol
• Produção Brasileira
Serviços

• Biblioteca Virtual
• Bolsa de Empregos
• Bolsa de Negócios
• Calendário de Eventos
• Guia de Empresas
• Índice Pluviométrico
• Pesquisas UDOP
• Previsão do Tempo
• Usinas/Destilarias
Mapas

• Usinas/Destilarias
• Bacias Hidrográficas
UDOP - União dos Produtores de Bioenergia
Praça João Pessoa, 26 - Centro - 16.010-450 - Araçatuba/SP - tel/fax: +55 (18) 2103-0528

2012 - Todos os direitos reservados
Desenvolvimento:
/