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Valor da Produo Agropecuria do Estado de So Paulo: resulta-do preliminar 2017  

25/10/2017 - O Valor da Produo Agropecuria do Estado de So Paulo (VPA) mostra os resultados econmicos das principais atividades do setor e calculado e estimado regularmente pelo Instituto de Economia Agrcola (IEA), com o intuito de fornecer subsdios para tomadas de deciso tanto para o setor privado dos diversos segmentos da economia, notadamente aqueles atuantes no mbito das diversas cadeias produtivas da agropecuria paulista, como para os rgos governamentais no desenvolvimento ou implantao de polticas pblicas.

O clculo do VPA foi feito a partir de dados de produo vegetal e animal de 50 produtos da agropecuria paulista, selecionados e extrados dos Levantamentos por Municpios de Previses e Estimativas das Safras Agrcolas do Estado de So Paulo, realizados cinco vezes por ano pelo IEA e pela Coordenadoria de Assistncia Tcnica Integral (CATI), rgos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado1,2,3. Temporariamente os "Produtos Florestais", que renem a madeira de eucalipto, madeira de pinus e resina de pinus, no comporo o Valor da Produo Agropecuria, uma vez que a metodologia para obteno dos dados est sendo revista.

Os preos dos produtos agropecurios so obtidos do Banco de Dados do IEA4. Os preos dos produtos olercolas e frutas, com exceo dos de batata, cebola, mandioca para mesa e tomate, bem como os de banana, laranja e tangerina, so obtidos junto Companhia de Entreposto e Armazns Gerais de So Paulo (CEAGESP)5, ponderados por variedades para cada espcie e decompostos a partir dos preos de venda do atacado. Foram utilizados os preos mdios mensais correntes de 2016 recebidos pelos produtores de janeiro a dezembro e para a estimativa do VPA de 2017 foram utilizados os preos mdios de janeiro a julho.

De acordo com suas peculiaridades, os produtos so analisados e classificados em cinco grupos: Produtos para Indstria, Produtos Animais, Frutas Frescas, Gros e Fibras e Olercolas. O clculo da variao do VPA de 2017 relativamente a 2016 foi feito com base em ndices de preos e de quantidades, elaborados pela frmula de Fisher (base 2016 = 100) para os produtos considerados6.

O VPA expressa o faturamento da atividade agropecuria "dentro da porteira" e a estimativa preliminar para 2017 resultou em R$77,01 bilhes, portanto um aumento de 2,06% sobre o VPA calculado para o ano anterior. Em termos reais, quando considerados valores deflacionados pelo ndice de Preos ao Consumidor Amplo (IPCA), base julho, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), o VPA apresentou uma queda de 0,63%, comparativamente ao perodo de 20167. Isso reflete menor renda para o produtor no campo, haja vista que a variao do ndice de preos recebidos pelo produtor foi negativa em quase todos os grupos de produtos, exceto no de produtos para indstria, liderado por maiores preos recebidos para mandioca para indstria (49,32%), para borracha (36,11%) e para cana-de-acar (12,70%). A variao do ndice de preos recebidos estadual, em 2017, 0,95% menor quando comparada aos preos de 2016. Entretanto, quando se exclui o produto cana-de-acar deste total, devido ao seu peso perante os demais inseridos no VPA, a variao mais acentuada (-8,97%), influenciada pelos grupos de gros e fibras (-24,29%) e olercolas (-23,53%).

Entre os doze produtos que apresentam VPA superior a R$1,0 bilho e representam 87,37% do VPA total do estado, seis registraram quedas de preos. Os preos da carne bovina e de frango, atividades que se situam na 2 e na 4 colocao no ranking do VPA, acusaram queda, respectivamente, de 8,72% e 11,07%, aliada reduo de 1,27% na produo da carne bovina e estabilidade na produo da carne de frango. A soja, 5 colocada no ranking, apresentou reduo de preo e ganhos de produo ao redor de 14%, com a expanso da rea entre o replantio das lavouras de cana-de-acar, de milho e de pastos degradados e das condies climticas adequadas ao desenvolvimento da oleaginosa. O preo do milho, situado na 7 posio, sofreu reduo de 32,53%, com aumento da produo da ordem de 21%, influenciado pela umidade adequada no perodo da germinao das sementes e nas demais fases de desenvolvimento das plantas. O caf beneficiado, na 9 posio, apresentou queda de 28,2% na produo, causada pela intensa bienalidade registrada no cinturo francano, maior regio produtora paulista, e de 4,14% no preo. Na 11 posio a banana apresentou reduo de 16,62% nos preos, por conta de boa oferta da fruta que neste ano o "pico" da safra aconteceu mais tarde, consequncia do ltimo inverno, embora registra-se, preliminarmente, um volume ligeiramente menor em 0,65% na produo. O comportamento dos preos de alguns desses produtos (inclusive a banana), reflete a reverso do ocorrido na temporada anterior quando seus preos estiveram muito altos. Outros produtos cujos VPAs no atingiram a casa do bilho, mas apresentam nveis de VPAs elevados, tambm registraram redues expressivas de preos, caso do amendoim em casca (13,69%), do limo (54,50%), do feijo (43,17%) e da batata (56,85%).

O grupo de Produtos para Indstria, com um aumento previsto do VPA de 13,90%, em 2017, comparativamente a 2016, garantiu resultado positivo no VPA total do estado (em valores nominais), uma vez que este apresentou desempenho positivo e os demais decrscimos. Este grupo ganhou 5 pontos percentuais na participao entre os demais grupos de produtos, tendo as atividades para indstria como: borracha (51,08%), mandioca (48,88%), laranja (32,97%), tomate (25,41%) e cana-de-acar (15,00%) grandes desempenhos, em especial por conta dos ganhos dos preos mdios recebidos pelos produtores, exceto caf (-31,19%). O VPA da cana-de-acar, produto de destaque no grupo de Produtos para Indstria, elevou sua participao de 37,21% para 41,93% do VPA total estimado para o estado, por conta do aumento nos preos mdios, visto que fatores como dficit mundial de acar e produo em queda, aliados a um consumo alto na sia sustentam as cotaes. O VPA da laranja apresenta ganhos de 32,97%, ocasionado pelo aumento de 8,85% nos preos recebidos, incentivo dado pela indstria, j que h baixo estoque de suco e aumento previsto de 22,16% na produo (destinada indstria), visto que as condies climticas observadas em perodo crtico de desenvolvimento colaboraram para o aumento da produtividade. A borracha (natural) tem expressivo aumento no VPA (51,08%), com recuperao dos preos recebidos (36,11%), mais atrativos que a borracha sinttica, vinda do petrleo, cujos preos tm sofrido aumentos vultosos, que passa a ter uma maior presena nas formulaes da indstria, o que reflete em aquecimento da demanda pelo produto.

O valor da produo do grupo de Produtos Olercolas apresentou a maior queda, comparativamente a 2016, por conta tanto de menores preos mdios (23,53%) quanto de quantidades produzidas (3,70%). Produtos que mais afetaram estes resultados foram: batata (-52,57%), beterraba (-51,87%), batata-doce (-45,11%), abobrinha (-33,18%) e abbora (-20,81%). Em geral, os resultados encontrados, em especial para esse grupo, refletem ajustes tanto de preos mais coerentes com o mercado, quanto de produo normalizada nas safras 2016 e 2017, perante situaes atpicas ocorridas nos anos de 2013 a 2015. Embora condies climticas inapropriadas, como baixas temperaturas durante o perodo de maturao do tomate (destinado ao consumo in natura), comprometeram a oferta do produto maduro, ocasionando aumento no preo recebido (5,10%) e queda de produo (6,54%). J para batata, a boa oferta vinda das principais regies produtoras, associada a uma demanda de estvel a fraca, refletiu nos preos mais baixos (56,85%).

J para o grupo de Gros e Fibras o decrscimo de 11,30% no VPA de 2017 foi causado pelos menores preos mdios praticados (24,29%), embora so previstos ganhos de produo da ordem de 17,16% para o conjunto de produtos que compem este grupo. Os gros em destaque so triticale que apresenta queda em 74,57% do VPA, por conta de menores preos mdios recebidos (24,81%) e menor volume produzido (66,17%), j que os produtores optaram por culturas mais rentveis como trigo, aveia e soja, alm de feijo (33,30%), milho (18,61%) e sorgo (13,46%).

O grupo de Frutas Frescas que participa com 9,36% do VPA estadual, em 2017, no valor da produo esperado 4,74% menor que o ocorrido em 2016, por conta de menores preos mdios praticados (10,83%). Ganhos expressivos no VPA de 61,48%, 37,56% e 22,03%, respectivamente para as culturas de laranja, manga e melancia, no foram suficientes para reverter as perdas do valor da produo, principalmente de pssego (71,59%), limo (43,42%), figo (32,57%), goiaba (26,62%) e maracuj (26,18%).

O valor da produo dos Produtos Animais indica uma queda de 4,83%, em relao a 2016 causado principalmente pelos menores preos mdios praticados (4,38%), visto que a produo est ligeiramente menor (0,47%). Este grupo participa, em termos do VPA, ao redor de 25% do estadual, totalizando R$18,3 bilhes, representado principalmente pela carne bovina, carne de frango, ovos de galinha e leite, que renem 97% do VPA do grupo de produtos animais. O VPA da carne bovina est 9,88% menor que o ocorrido em 2016, devido aos menores preos praticados junto ao pecuarista (8,72%) impactado pela operao "carne-fraca", que divulgou informaes desastrosas para o setor, e agravado com o fim da iseno do ICMS, no Estado, que afetou no s a carne bovina, mas tambm as demais8. O VPA do leite cresceu 5,39%, relativamente a 2016, justificado por melhores preos recebidos (5,56%). Em 2017 verifica-se recuperao das margens do produtor de leite, impulsionada tanto pelos custos de produo mais baixos, porque a safra recorde de gros pressionou as cotaes para baixo, em particular as do milho, quanto pelo preo maior do leite ao produtor.

Jos Roberto Da Silva, Paulo Jos Coelho, Denise Viani Caser, Carlos Roberto Ferreira Bueno e Eder Pinatti
Fonte: IEA
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