Sábado, 18 de agosto de 2018
:
EDITORIAS
Agência UDOP | Açúcar | Biodiesel | Cana-de-Açúcar | Combustíveis Fósseis | Diversas | Economia
Energia | Espaço Datagro | Etanol | Fórum de Articulistas | Opinião | TV UDOP | Últimas Notícias
Economia Aumentar a letra    Diminuir a letra
Valor da Produção Agropecuária do Estado de São Paulo: resulta-do preliminar 2017  

25/10/2017 - O Valor da Produção Agropecuária do Estado de São Paulo (VPA) mostra os resultados econômicos das principais atividades do setor e é calculado e estimado regularmente pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), com o intuito de fornecer subsídios para tomadas de decisão tanto para o setor privado dos diversos segmentos da economia, notadamente aqueles atuantes no âmbito das diversas cadeias produtivas da agropecuária paulista, como para os órgãos governamentais no desenvolvimento ou implantação de políticas públicas.

O cálculo do VPA foi feito a partir de dados de produção vegetal e animal de 50 produtos da agropecuária paulista, selecionados e extraídos dos Levantamentos por Municípios de Previsões e Estimativas das Safras Agrícolas do Estado de São Paulo, realizados cinco vezes por ano pelo IEA e pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado1,2,3. Temporariamente os "Produtos Florestais", que reúnem a madeira de eucalipto, madeira de pinus e resina de pinus, não comporão o Valor da Produção Agropecuária, uma vez que a metodologia para obtenção dos dados está sendo revista.

Os preços dos produtos agropecuários são obtidos do Banco de Dados do IEA4. Os preços dos produtos olerícolas e frutas, com exceção dos de batata, cebola, mandioca para mesa e tomate, bem como os de banana, laranja e tangerina, são obtidos junto à Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP)5, ponderados por variedades para cada espécie e decompostos a partir dos preços de venda do atacado. Foram utilizados os preços médios mensais correntes de 2016 recebidos pelos produtores de janeiro a dezembro e para a estimativa do VPA de 2017 foram utilizados os preços médios de janeiro a julho.

De acordo com suas peculiaridades, os produtos são analisados e classificados em cinco grupos: Produtos para Indústria, Produtos Animais, Frutas Frescas, Grãos e Fibras e Olerícolas. O cálculo da variação do VPA de 2017 relativamente a 2016 foi feito com base em índices de preços e de quantidades, elaborados pela fórmula de Fisher (base 2016 = 100) para os produtos considerados6.

O VPA expressa o faturamento da atividade agropecuária "dentro da porteira" e a estimativa preliminar para 2017 resultou em R$77,01 bilhões, portanto um aumento de 2,06% sobre o VPA calculado para o ano anterior. Em termos reais, quando considerados valores deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), base julho, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o VPA apresentou uma queda de 0,63%, comparativamente ao período de 20167. Isso reflete menor renda para o produtor no campo, haja vista que a variação do índice de preços recebidos pelo produtor foi negativa em quase todos os grupos de produtos, exceto no de produtos para indústria, liderado por maiores preços recebidos para mandioca para indústria (49,32%), para borracha (36,11%) e para cana-de-açúcar (12,70%). A variação do índice de preços recebidos estadual, em 2017, é 0,95% menor quando comparada aos preços de 2016. Entretanto, quando se exclui o produto cana-de-açúcar deste total, devido ao seu peso perante os demais inseridos no VPA, a variação é mais acentuada (-8,97%), influenciada pelos grupos de grãos e fibras (-24,29%) e olerícolas (-23,53%).

Entre os doze produtos que apresentam VPA superior a R$1,0 bilhão e representam 87,37% do VPA total do estado, seis registraram quedas de preços. Os preços da carne bovina e de frango, atividades que se situam na 2ª e na 4ª colocação no ranking do VPA, acusaram queda, respectivamente, de 8,72% e 11,07%, aliada à redução de 1,27% na produção da carne bovina e estabilidade na produção da carne de frango. A soja, 5ª colocada no ranking, apresentou redução de preço e ganhos de produção ao redor de 14%, com a expansão da área entre o replantio das lavouras de cana-de-açúcar, de milho e de pastos degradados e das condições climáticas adequadas ao desenvolvimento da oleaginosa. O preço do milho, situado na 7ª posição, sofreu redução de 32,53%, com aumento da produção da ordem de 21%, influenciado pela umidade adequada no período da germinação das sementes e nas demais fases de desenvolvimento das plantas. O café beneficiado, na 9ª posição, apresentou queda de 28,2% na produção, causada pela intensa bienalidade registrada no cinturão francano, maior região produtora paulista, e de 4,14% no preço. Na 11ª posição a banana apresentou redução de 16,62% nos preços, por conta de boa oferta da fruta que neste ano o "pico" da safra aconteceu mais tarde, consequência do último inverno, embora registra-se, preliminarmente, um volume ligeiramente menor em 0,65% na produção. O comportamento dos preços de alguns desses produtos (inclusive a banana), reflete a reversão do ocorrido na temporada anterior quando seus preços estiveram muito altos. Outros produtos cujos VPAs não atingiram a casa do bilhão, mas apresentam níveis de VPAs elevados, também registraram reduções expressivas de preços, caso do amendoim em casca (13,69%), do limão (54,50%), do feijão (43,17%) e da batata (56,85%).

O grupo de Produtos para Indústria, com um aumento previsto do VPA de 13,90%, em 2017, comparativamente a 2016, garantiu resultado positivo no VPA total do estado (em valores nominais), uma vez que este apresentou desempenho positivo e os demais decréscimos. Este grupo ganhou 5 pontos percentuais na participação entre os demais grupos de produtos, tendo as atividades para indústria como: borracha (51,08%), mandioca (48,88%), laranja (32,97%), tomate (25,41%) e cana-de-açúcar (15,00%) grandes desempenhos, em especial por conta dos ganhos dos preços médios recebidos pelos produtores, exceto café (-31,19%). O VPA da cana-de-açúcar, produto de destaque no grupo de Produtos para Indústria, elevou sua participação de 37,21% para 41,93% do VPA total estimado para o estado, por conta do aumento nos preços médios, visto que fatores como déficit mundial de açúcar e produção em queda, aliados a um consumo alto na Ásia sustentam as cotações. O VPA da laranja apresenta ganhos de 32,97%, ocasionado pelo aumento de 8,85% nos preços recebidos, incentivo dado pela indústria, já que há baixo estoque de suco e aumento previsto de 22,16% na produção (destinada à indústria), visto que as condições climáticas observadas em período crítico de desenvolvimento colaboraram para o aumento da produtividade. A borracha (natural) tem expressivo aumento no VPA (51,08%), com recuperação dos preços recebidos (36,11%), mais atrativos que a borracha sintética, vinda do petróleo, cujos preços têm sofrido aumentos vultosos, que passa a ter uma maior presença nas formulações da indústria, o que reflete em aquecimento da demanda pelo produto.

O valor da produção do grupo de Produtos Olerícolas apresentou a maior queda, comparativamente a 2016, por conta tanto de menores preços médios (23,53%) quanto de quantidades produzidas (3,70%). Produtos que mais afetaram estes resultados foram: batata (-52,57%), beterraba (-51,87%), batata-doce (-45,11%), abobrinha (-33,18%) e abóbora (-20,81%). Em geral, os resultados encontrados, em especial para esse grupo, refletem ajustes tanto de preços mais coerentes com o mercado, quanto de produção normalizada nas safras 2016 e 2017, perante situações atípicas ocorridas nos anos de 2013 a 2015. Embora condições climáticas inapropriadas, como baixas temperaturas durante o período de maturação do tomate (destinado ao consumo in natura), comprometeram a oferta do produto maduro, ocasionando aumento no preço recebido (5,10%) e queda de produção (6,54%). Já para batata, a boa oferta vinda das principais regiões produtoras, associada a uma demanda de estável a fraca, refletiu nos preços mais baixos (56,85%).

Já para o grupo de Grãos e Fibras o decréscimo de 11,30% no VPA de 2017 foi causado pelos menores preços médios praticados (24,29%), embora são previstos ganhos de produção da ordem de 17,16% para o conjunto de produtos que compõem este grupo. Os grãos em destaque são triticale que apresenta queda em 74,57% do VPA, por conta de menores preços médios recebidos (24,81%) e menor volume produzido (66,17%), já que os produtores optaram por culturas mais rentáveis como trigo, aveia e soja, além de feijão (33,30%), milho (18,61%) e sorgo (13,46%).

O grupo de Frutas Frescas que participa com 9,36% do VPA estadual, em 2017, no valor da produção é esperado 4,74% menor que o ocorrido em 2016, por conta de menores preços médios praticados (10,83%). Ganhos expressivos no VPA de 61,48%, 37,56% e 22,03%, respectivamente para as culturas de laranja, manga e melancia, não foram suficientes para reverter as perdas do valor da produção, principalmente de pêssego (71,59%), limão (43,42%), figo (32,57%), goiaba (26,62%) e maracujá (26,18%).

O valor da produção dos Produtos Animais indica uma queda de 4,83%, em relação a 2016 causado principalmente pelos menores preços médios praticados (4,38%), visto que a produção está ligeiramente menor (0,47%). Este grupo participa, em termos do VPA, ao redor de 25% do estadual, totalizando R$18,3 bilhões, representado principalmente pela carne bovina, carne de frango, ovos de galinha e leite, que reúnem 97% do VPA do grupo de produtos animais. O VPA da carne bovina está 9,88% menor que o ocorrido em 2016, devido aos menores preços praticados junto ao pecuarista (8,72%) impactado pela operação "carne-fraca", que divulgou informações desastrosas para o setor, e agravado com o fim da isenção do ICMS, no Estado, que afetou não só a carne bovina, mas também as demais8. O VPA do leite cresceu 5,39%, relativamente a 2016, justificado por melhores preços recebidos (5,56%). Em 2017 verifica-se recuperação das margens do produtor de leite, impulsionada tanto pelos custos de produção mais baixos, porque a safra recorde de grãos pressionou as cotações para baixo, em particular as do milho, quanto pelo preço maior do leite ao produtor.

José Roberto Da Silva, Paulo José Coelho, Denise Viani Caser, Carlos Roberto Ferreira Bueno e Eder Pinatti
Fonte: IEA
Notícias de outros veículos são oferecidas como mera prestação de serviço
e não refletem necessariamente a visão da UDOP.
Enviar por e-mail Imprimir
Clipping de Notícias UDOP
Inscreva-se e receba as novidades do setor.
    
Notícias Relacionadas
17/08/18 - Usinas listadas praticamente dobram estoque de etanol no 1º tri da safra 2018/19
  - Colheita de segunda safra de milho chega a 83% no centro-sul do Brasil, diz AgRural
  - Missão quer ampliar exportações do agronegócio brasileiro para África
  - Proibição ao glifosato pode gerar desobediência civil, alerta ministro
  - Alta do dólar eleva preço da soja em Mato Grosso do Sul
  - Processamento de soja cresce 16% nos EUA
  - Governo da Rússia discute volume de exportação de grãos com produtores
  - Soja: Mercado se ajusta em Chicago após forte avanço e tem leve realização de lucros nesta 6ª
  - Milho: Na bolsa brasileira, cotações exibem nova alta no pregão desta 6ª feira com valorização
  cambial
  - Previsão indica chuva em boa parte do país nos próximos dias
  - Caio Carvalho participa de debate no Canal WW, do jornalista William Waack
  - CTBE divulga 30ª edição do Boletim de Monitoramento da cana-de-açúcar em São Paulo e Goiás
  - Argentina: a poucas semanas de novo plantio de milho, algumas áreas da zona núcleo sofrem com
  reservas de água escassas
  - Tempo: Sul do Brasil encerra semana com tempo firme, mas chuvas retornam já no domingo (19) à região
  - Estoques mundiais de milho devem cair 20%
  - China deverá importar 95 milhões de toneladas de soja no ciclo 2018/19
  - Dólar sobe e chega a tocar em R$3,95 com exterior e cena eleitoral local
  - Crise na Argentina dificulta acordo Mercosul/UE e inviabiliza livre comércio de veículos, diz fonte
  - Inflação recua em quatro das sete capitais pesquisadas pela FGV
  - Agriculture and livestock innovation in Brazil: This is how we feed the world
  - Relação etanol/gasolina é a menor na 2ª semana de agosto desde 2010, diz Fipe
16/08/18 - Dólar tem leve alta, ainda no patamar de R$ 3,90
  - Efeitos da ferrugem asiática na soja
  - ATR SP: valor acumulado desvaloriza 1,06% em julho
  - Agribrasil prevê triplicar originação de grãos do país em 2018
  - Colheita da 2ª safra de milho atinge 76% da área
  - Soja/USDA: EUA vendem 133,4 mil toneladas da safra 2017/18 na semana
  - Milho de segunda safra é prejudicado pelo clima e gera resultados variados
  - Dólar cai com sinais de negociações entre EUA e China e alívio com Turquia
  - Açúcar e etanol seguem em queda nos mercados
  - Agronegócio diz que, sem herbicida, não há safra no País
  - México define cota de exportação de açúcar para os EUA
  - Copersucar publica relatório de sustentabilidade
15/08/18 - Milho: Safra mundial 2018/19 deverá crescer 3%
  - Céleres vê recordes para soja do Brasil em 18/19; safra de milho superando 100 mi t
  - A canetada de R$ 1,2 bi - Setor avalia impactos da Política de Tabelamento de Frete
  - Os dois lados da moeda
  - Dólar salta 1,5% e vai a R$3,92 com exterior e cena eleitoral local
  - Dólar tem forte alta em linha com exterior por tensão com Turquia
10/08/18 - USDA: 67% das lavouras de soja nos EUA apresentam boas condições
  - O último vídeo da campanha Setor sucroenergético, bom para o planeta, bom para o Brasil, bom para
  você já está disponível
  - Usina Coruripe é premiada por ações de responsabilidade social e clima organizacional
  - Fundos aumentam participação nos contratos de grãos da Bolsa de Chicago
09/08/18 - Conab prevê queda de 3,8% ma produção brasileira de grãos na safra 2017/18
  - Área a ser colhida em 2018 totaliza 61,2 milhões de hectares, diz IBGE
08/08/18 - Veja o 3º vídeo da campanha Setor sucroenergético, bom para o planeta, bom para o Brasil, bom para
  você
  - ATR AL/SE: valor líquido acumulado sobe 0,39% em julho
  - ATR/PE: Valor líquido sobe 0,85% em julho
06/08/18 - Renovabio vai melhorar produção sucroalcooleira
31/07/18 - SIAMIG lança 2º vídeo da campanha Setor sucroenergético, bom para o planeta, bom para o Brasil, bom
  para você
  - ATR PR: valor projetado sobe 1% em julho
25/07/18 - Produção de etanol hidratado cresce 57%; açúcar cai 23%
09/03/18 - IGP-M acelera alta a 0,60% na 1ª prévia de março com preços dos alimentos no atacado
  - Ainda o preço da gasolina
  - Produção industrial recua em 8 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE em fevereiro
  - Maiores exportadores da Ásia criticam tarifas dos EUA e ampliam temores com guerra comercial
  - O crescimento do PIB paulista
11/11/16 - UDOP manifesta pesar pelo falecimento de Palmiro Malosso
Para enviar a notícia, basta preencher o formulário abaixo.
Todos os campos são de preenchimento obrigatório!
 
Valor da Produção Agropecuária do Estado de São Paulo: resulta-do preliminar 2017
 
Seu nome:
Seu e-mail:
Destinatário:
E-mail destinatário:
(separe mais de um e-mail por ,)
Comentário:
 
 
A UDOP

• Associadas
• Associe-se
• Estrutura Administrativa
• Nossa História
• Missão, Visão e Objetivos
• Troféu da Agroenergia
• Serviços Prestados
• Vídeo Institucional
• Apoio Cultural
• Contatos
Institucional

• Comitês de Gestão
• Convênios e Parcerias
• Legislação
• Sustentabilidade
UniUDOP

• A UniUDOP
• Agenda
• Aulas/Palestras
• Comitês de Gestão
• Congresso Nacional da Bioenergia
• Pós-Graduação
• Qualifica
• Seminário/Workshop
• Apoio Cultural
Imprensa

• Agência UDOP de Notícias
• Últimas Notícias
• Fórum de Articulistas
• Galerias de Fotos
• Mídias Sociais
• RSS
• TV UDOP
• Apoio Cultural
• Contatos
Dados de Mercado

• Boletins
• Comércio Exterior
• Consecana
• Cotações
• Indicador - Açúcar
• Indicador - Etanol
• Produção Brasileira
Serviços

• Biblioteca Virtual
• Bolsa de Empregos
• Bolsa de Negócios
• Calendário de Eventos
• Guia de Empresas
• Índice Pluviométrico
• Pesquisas UDOP
• Previsão do Tempo
• Usinas/Destilarias
Mapas

• Usinas/Destilarias
• Bacias Hidrográficas
UDOP - União dos Produtores de Bioenergia
Praça João Pessoa, 26 - Centro - 16.010-450 - Araçatuba/SP - tel/fax: +55 (18) 2103-0528

2012 - Todos os direitos reservados
Desenvolvimento:
/