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UE pressiona Mercosul para ampliar acordo automotivo  

09/02/2018 - Na reta final das negociações do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, os europeus intensificaram a pressão por abertura do setor automotivo. Os negociadores do Cone Sul flexibilizaram sua posição e aceitaram zerar as tarifas de importação de carros, hoje em 35%, em 12 anos. Pela oferta anterior, a abertura total do setor só ocorreria em 15 anos.

Os europeus, no entanto, querem um prazo ainda mais curto: oito anos. Segundo pessoas que acompanham de perto o processo, pode ser uma estratégia para tentar fechar em dez anos.

Existe também um embate em torno da regra de origem do setor. Hoje, os países do Mercosul exigem que 60% das peças dos veículos sejam fabricadas dentro do bloco.

Essa regra é resultado das características da indústria local, que é bastante verticalizada. Já os europeus, que produzem peças em vários lugares do mundo e agregam apenas tecnologia e design nos países de origem, querem uma regra mais frouxa.

As conversas sobre o setor automotivo dominaram a nova rodada de negociações, que termina hoje em Bruxelas, na Bélgica. Depois do fracasso de fechar o acordo em dezembro, os dois blocos estão se esforçando para concluir as conversas no fim deste mês durante uma reunião em Assunção, no Paraguai.

Mas ainda há muitas resistências a serem vencidas. Sob condição de anonimato, representantes das montadoras reclamam que o acordo vai afugentar investimentos no Mercosul. Segundo eles, a Europa tem muita capacidade ociosa e fará mais sentido exportar de lá do que produzir aqui.


Agropecuária

Outro setor complicado é a agropecuária. Já está acertado que não haverá liberalização total do mercado, mas apenas tarifa zero para um volume limitado de produtos. Os europeus, no entanto, resistem em melhorar as cotas para dois itens vitais para o Brasil: carne bovina e etanol.

Na carne bovina, a oferta europeia é uma cota de 99 mil toneladas por ano, mas o setor solicita 300 mil toneladas. No etanol, a UE propôs 600 mil litros, o que é muito inferior ao 1 milhão de litros que havia sido proposto mais de dez anos atrás, em 2004, quando os dois lados quase chegaram a um acordo.

As negociações entre Mercosul e União Europeia se arrastam há 17 anos, mas agora existe vontade política de fechar o acordo. Tradicionalmente refratária, a Argentina hoje é uma das maiores entusiastas. O presidente Maurício Macri quer mandar um sinal de que seu país está novamente aberto ao mundo, após o período dos Kirchner.

Para o presidente Michel Temer, o acordo também seria considerado uma vitória política. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é a favor da abertura do mercado, mas outros membros do governo temem prejudicar a ainda tênue recuperação da economia.

08/02/18
Raquel Landim

Fonte: Folha de S. Paulo
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