Sbado, 16 de fevereiro de 2019
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Respirando novos ares  

05/12/2018 - Responsvel hoje por cerca de 20% da atividade econmica do Brasil, o agronegcio deve crescer em torno de 1,35% neste ano de 2018, refletindo o recrudescimento da economia nacional como um todo, que vive hoje a esperana de dias melhores com um novo governo, que tomar posse a partir de 1 de janeiro de 2019.

O pequeno crescimento do PIB do agronegcio em 2018 fruto de uma srie de fatores, como a alta nos custos de produo, os efeitos da greve dos caminhoneiros e do tabelamento de frete, a insegurana jurdica, dentre outros pontos. As exportaes do agronegcio brasileiro em 2017 somaram mais de US$ 96 bilhes, 13% acima de 2016, o que representou 44% de todas as exportaes brasileiras. Ou seja, sem o agronegcio, o dficit da balana comercial brasileira em 2017 seria de US$ 15 bilhes.

Estamos falando de um setor que, nos ltimos 20 anos, foi responsvel pela exportao de nada menos que US$ 1,23 trilho. Dentro do agronegcio, destacamos a cadeia sucroenergtica, que processou, em 2017/2018, cerca de 630 milhes de toneladas de cana-de-acar. O Brasil hoje o maior produtor de cana do mundo, tendo mais de 365 usinas e cerca de 70.000 produtores rurais. O PIB da cadeia sucroenergtica na safra 2017/2018 foi da ordem de R$ 85 bilhes, gerando cerca de 800 mil empregos diretos em mais de 20% dos municpios do Brasil. O setor se mantm como o 2 setor agropecurio mais importante para a balana comercial brasileira, gerando cerca de 12 bilhes de dlares anuais em exportaes.

Outro benefcio do setor vem da rea ambiental. Somos responsveis hoje pela reduo nas emisses de gases de efeito estufa da matriz energtica de transportes, em linha com as necessidades do Brasil para cumprimento de seus compromissos firmados em 2015, no Acordo do Clima de Paris (COP21).

O etanol evita em at 90% a emisso de gs carbnico (CO2) ao longo de seu ciclo de vida. Para se ter uma ideia do impacto ambiental disso, de 2003 at hoje, o setor evitou a emisso de mais de 450 milhes de toneladas de CO2eq. Esse volume equivale s emisses individuais de pases como Itlia, Espanha e Frana em 2016.

Alm de todos esses benefcios, e muitas outras externalidades, o setor da bioenergia responsvel pela fixao do homem no campo, em pequenas cidades, localizadas nas novas fronteiras agrcolas de diversos estados da regio Centro-Sul do Brasil, e que tm no setor sua maior fonte de arrecadao, que propicia, inclusive, a gerao de empregos e renda e a circulao de divisas nessas pequenas comunidades.

Toda essa cadeia de negcios v com bons olhos a eleio de Jair Bolsonaro, um presidente desenvolvimentista, que assume o comando do Pas para um novo ciclo de crescimento para o Brasil, alicerado em polticas de Estado que possam perdurar por mais de uma gesto e que garantam a segurana jurdica to necessria, e at ento precria, e cujos reflexos vemos nos nmeros crescentes de fechamento de usinas e severa crise financeira de outras.

Poucos setores da economia esto to atrelados aos mandos e desmandos do governo como o setor sucroenergtico, haja vista que, dos trs principais produtos que temos em nossa cadeia, dois deles, etanol e energia eltrica (bioeletricidade), tm seus mercados regulados pelo governo.

O passado j nos mostrou os riscos de polticas eleitoreiras que acabaram por dizimar cerca de 1/3 das usinas brasileiras, nos governos Lula e Dilma. Com Jair Bolsonaro no comando da nao, temos esperana de que respiramos novos ares de desenvolvimento, principalmente com a adoo de medidas que permitam maior fortalecimento para nossos produtos e nossa cadeia de negcios genuinamente brasileira, o que deve gerar um forte estmulo ao crescimento interno alicerado em polticas de longo prazo e maior previsibilidade e segurana.

A escolha, por exemplo, da deputada federal Tereza Cristina como nova Ministra da Agricultura do governo Bolsonaro foi muito bem recebida por todo o segmento do agronegcio. Tereza Cristina muito ligada ao setor, tendo em seu currculo aes muito bem desenvolvidas na rea, quando de sua gesto no estado do Mato Grosso do Sul e mesmo na presidncia da Frente Parlamentar Agropecuria na Cmara dos Deputados.

Dentre as agendas positivas que podemos sugerir para o novo governo, esto polticas que possam prevenir, por exemplo, a invaso do etanol de milho americano no mercado brasileiro, seguindo o que outros pases tm feito (Unio Europeia, China e Paraguai) a fim de protegerem seus mercados e reconhecer o papel estratgico do etanol em nossa matriz energtica.

A manuteno de benefcios fiscais nas novas fronteiras desenvolvimentistas, como o Centro-Oeste, outra poltica necessria para que o setor possa se manter competitivo. Isso porque, nessas novas reas, esses benefcios foram oferecidos a fim de se manter a equalizao de custos, investimentos na gerao e qualificao profissional, investimentos em logstica, adequaes e tratamentos de solo para essa nova cultura, adaptada para essas fronteiras agrcolas. Benefcios esses que, tambm, contriburam para uma maior competitividade dos custos logsticos.

A regulamentao do RenovaBio , tambm, de suma importncia para continuarmos crescendo. O RenovaBio j avanou grandes passos, mas ainda carece de regulamentaes e do cumprimento de prazos para que possa, efetivamente, surtir os efeitos desejados, a partir de 2020, que permitiro dobrar nossa atual produo para atender ao mercado crescente de biocombustveis nos prximos 10 anos.

Da porteira para dentro, o setor tambm precisa fazer sua parte. Para isso, a UDOP - Unio dos Produtores de Bioenergia tem investido fortemente na capacitao profissional e principalmente no fomento pesquisa aplicada, to necessria para o ganho de competitividade.

Vemos na inovao a alavanca que pode nos impulsionar para novos patamares de desenvolvimento. Nosso desafio diminuir nossos custos de produo e aumentar nossa produtividade, ganhando, com isso, maior competitividade para disputarmos em p de igualdade com nossos principais concorrentes.

Nosso desafio, no entendimento da UDOP, saltarmos da atual produo de 5 a 6 mil litros de etanol por hectare para 10 a 12 mil litros/hectare. Mas isso s ser possvel com aplicao de inovaes e novas tecnologias, tanto no campo como nas usinas. A tambm vemos a importncia do Ministrio da Cincia e Tecnologia do governo Bolsonaro, que promete investir em pesquisas e no melhoramento da cincia aplicada a nosso segmento.

Nessa linha, tambm, a UDOP vem firmando parcerias com importantes centros de pesquisa, como a Embrapa, a Esalq-USP, a Faculdade de Agronomia da Unesp de Jaboticabal, o CTBE e, mais recentemente, a Fapesp, para citar apenas algumas, que visam dar o impulso necessrio para este novo momento que vamos adentrar.

Todos esses desafios se abrem como importantes oportunidades de repensarmos nossas estratgias e nos fortalecermos ainda mais. Oxigenados por uma nova ordem nacional, rogamos que possamos romper a inrcia e voltarmos a crescer. Oxal!

*Texto originalmente publicado na revista Opinies outubro 2018 - janeiro 2019.

Amaury Pekelman
Presidente - UDOP
Os artigos assinados so de responsabilidade de seus autores, no representando,
necessariamente, a opinio e os valores defendidos pela UDOP.
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