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O Brasil e o Acordo Climático Mundial  

09/02/2017 - Em meio a forte turbulência que nossa nave Brasil vive nos dias atuais, há uma macrotendência mundial que as forças políticas e econômicas brasileiras deveriam direcionar grandes esforços com o objetivo de tornar o país um grande protagonista na área da sustentabilidade.

Diz o ditado que, quem chega primeiro bebe água limpa, e assim o país deveria demonstrar ao mundo que realizará todos os esforços para cumprir suas metas estabelecidas no Acordo Climático mundial, elaborando políticas públicas não de governo, mas de Estado.

Em 2015, o Brasil assumiu em Paris cortar em 37% as emissões de gases do efeito estufa até 2025, comparado a 2005. E para 2030 assumiu a intenção de reduzir em 43% as emissões. Para isso, o país se comprometeu a aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética para 18% até 2030, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas, assim como alcançar uma participação de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética nesta mesma data.

Antes de assustarmos com os números ou mesmo se perguntar o que cada brasileiro ganhará com isso, convido o leitor a uma reflexão importante. Muitas empresas já reclamaram aos "quatro cantos" da dura legislação, da burocracia e morosidade da área de meio ambiente no Brasil e, nesta hora, sempre nos comparamos com o resto do mundo, para justificar a nossa perda de competitividade.

Por exemplo, que país exige de seus produtores rurais a manutenção de 20% (no mínimo) de sua propriedade como reserva, ou seja, como área não produtiva? Em qual país o empreendedor precisa pagar um percentual do investimento realizado como compensação ambiental?Quantos países podem comemorar em ter mais de 40% da matriz energética composta por recursos renováveis como a nossa?

A questão que se coloca neste momento é como transformar uma série de exigências em valor e diferencial competitivo para nossos produtos no mercado, seja interno ou externo, gerando investimentos, emprego e renda para a população, captando recursos e financiamentos internacionais.

O Ministério de Meio Ambiente está articulando a elaboração de uma estratégia nacional para implementação e o financiamento da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira. Financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), foi construído um documento base disponível no site http://www.mma.gov.br/clima/ndc-do-brasil com o objetivo de subsidiar esta estratégia nacional.

Até o dia 15 de março, o MMA irá receber contribuições da sociedade reunindo o maior número possível de informações para que a melhor estratégia possa ser traçada pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Ainda há um longo caminho a percorrer, mas a preocupação com a sustentabilidade não pode ser deixada de lado, assim como a necessidade de liderança do país frente a este importante tema no mundo, com o foco na geração de valor aos produtos brasileiros. Ganhará o meio ambiente, ganhará o país e nós brasileiros.

*Texto originalmente publicado no blog ´Mario Campos Blog´, no dia 03/02/17.

Mario Campos
É presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig)
Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não representando,
necessariamente, a opinião e os valores defendidos pela UDOP.
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