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Montadoras investem em novas tecnologias no combate às mudanças climáticas  

27/10/2017 - Novas tecnologias automotivas prometem reduzir drasticamente a emissão de gases do efeito estufa (GEE), avaliado em gramas de CO2 equivalente por quilometro. Segundo avaliações da AEA, Associação Brasileira de Engenharia automotiva, o veículo equipado com motor de combustão interna (MCI) quando utiliza gasolina emite em média 166 g CO2/km.

A otimização dos motores a combustão interna movidos a etanol com o uso, por exemplo, de tecnologias como a biela variável, a introdução do híbrido flex, e da célula a combustível movida a etanol, poderá colocar o Brasil na dianteira global em termos de estratégia integrada nas áreas energética, e de desenvolvimento e valorização do setor agroindustrial, em atendimento a objetivos da Política Ambiental.

E isso já começa a acontecer. Esta semana, o presidente da Toyota para a América Latina, Steve St. Angelo, confirmou que pretende lançar no Brasil o primeiro carro híbrido flex, capaz de usar gasolina ou etanol. Não foi anunciado ainda qual o modelo irá equipar essa tecnologia, mas todas as apostas caminham na direção de que será o Corolla. Atualmente, a Toyota já vende um veículo híbrido (Prius), importado, mas que usa somente gasolina. A Ford também possui um veículo híbrido a gasolina, o Fusion.

Outra montadora que anunciou uma decisão estratégica foi a Nissan, que anunciou que até 2020 vai lançar no Brasil um veículo equipado com célula a combustível capaz de usar etanol. Em 16 e 17 de outubro de 2016, durante a sua 16ª. Conferencia Internacional de Açúcar e Etanol, a Datagro expôs o protótipo da Nissan de veículo equipado com célula a combustível movido a etanol, e contou com a palestra do engenheiro Haruhito Mori, Diretor, EV System Laboratory, Nissan Research Center, da Nissan Motor Corporation, em Atsughi, no Japão. O protótipo foi posteriormente levado a Brasília, para apresentação ao Presidente Temer, no lançamento do programa RenovaBio, em 13 de dezembro de 2017.





Estes anúncios indicam a disposição de montadoras instaladas no Brasil aproveitarem a distribuição de etanol de baixa pegada de carbono, produzida a partir da cana-de-açúcar, para lançarem veículos de baixa pegada de carbono.

Segundo o estudo da AEA, nos dias atuais, enquanto o motor de combustão interna a gasolina emite 166 g CO2e/km, e o veículo com motor de combustão interna flex utilizando etanol emite 45 g CO2e/km, o híbrido flex usando etanol emite 23 g CO2e/km, e a célula a combustível emite 11 g CO2e/km. Até 2030, a AEA estima que a tecnologia irá evoluir para que o motor de combustão interna a gasolina emita 135 g CO2e/km, o veículo com motor de combustão interna flex utilizando etanol emita 20 g CO2e/km, o híbrido flex usando etanol emita 20 g CO2e/km.

O veículo elétrico a bateria usando energia 100% renovável teria uma emissão de 13 g CO2e/km atualmente, e poderá chegar a 10 g CO2e/km até 2030. O problema é como gerar e distribuir eletricidade 100% renovável. Na Europa, considerando a matriz de eletricidade disponível, o veículo elétrico a bateria emite atualmente 139 g CO2e/km, e até 2030 poderá chegar a 82 g CO2e/km.





Com veículos híbridos flex e movidos a células a combustível capazes de utilizar etanol, o Brasil poderá sair na dianteira da tecnologia limpa para atender os objetivos do Acordo do Clima.

O veículo com motor de combustão interna flex atualmente disponível no Brasil, utilizando o mix médio de gasolina e etanol disponibilizado no Brasil apresenta emissão de 129, e poderá chegar a 80 até 2030. O híbrido flex médio gasolina-etanol terá uma emissão muito mais baixa ainda. Isso poderá dar longevidade para o uso de combustíveis líquidos fósseis, dos quais o Brasil deverá ser crescente produtor. Portanto, o etanol e o biodiesel continuarão sendo aliados importantes da gasolina e do diesel no Brasil, com resultados bem melhores do que os obtidos com outras tecnologias no exterior.

Na 17ª. Conferencia da Datagro sobre Açúcar e Etanol, a ser realizada nos dias 6 e 7 de novembro próximos, este será um tema central de avaliação, pelo impacto positivo que poderá trazer para o mercado de combustíveis, e pela possibilidade que isso representa para a capacidade do País atingir os seus compromissos com o Acordo do Clima.


*Artigo originalmente publicado pela Datagro Consultoria.

Plínio Nastari
Presidente da Datagro
Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não representando,
necessariamente, a opinião e os valores defendidos pela UDOP.
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