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Na contramão do país, Centro-Oeste gera empregos no campo  

20/05/2019 - Em 2018, o Brasil tinha 18 milhões de trabalhadores rurais, número que vem caindo nos últimos anos. De 2012 para cá, a redução foi de 7%. Mas o Centro-Oeste caminha na contramão do país. Na região, 1,7 milhão de pessoas ganham a vida no campo, crescimento de 11% no período, segundo dados do Cepea.

Em uma fazenda em Cristalina, em Goiás, por exemplo, mais de 170 funcionários cuidam dos 5 mil hectares de lavoura durante todo o ano.

Alex Costa, que chegou há seis meses, é um deles. É uma espécie de faz tudo por lá. "Para mim é uma gratificação estar trabalhando aqui na fazenda", diz.

Ele é funcionário de Alexandre Cenci. A propriedade está na família dele há mais 4 décadas e os últimos anos foram de contratações, uma consequência na prosperidade dos negócios. "A gente vem crescendo em média 10% ao ano. Ano retrasado a gente contratou 25 pessoas, ano passado, 24."

Na fazenda, existe uma integração entre agricultura e pecuária. E essa é uma das explicações para o aumento do trabalho no campo em Goiás. Nos últimos 7 anos, o abate de animais gerou 30 mil novos empregos no estado. A agricultura, mais 19 mil. O cuidado com esses animais trouxe mais serviço para a fazenda, e mais oportunidade.

O técnico agropecuário Walter Dantas foi contratado no ano passado só para cuidar dos 2 mil animais de corte. Aos 28, ele tira R$ 2 mil por mês e economia cada centavo que pode para pagar uma faculdade para se tornar, no futuro, o médico veterinário da fazenda.

"É a vontade de todo dia estar crescendo, estar se atualizando no mercado, esse é meu diferencial. É a vontade de crescer".

O Cepea é um centro de estudos de economia da USP. Segundo a entidade, o principal motivo para a redução geral de vagas de trabalho no campo é a mecanização das lavouras.

19/05/19
Fonte: Globo Rural
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