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Soja repercute números do USDA e volta a cair nesta 3ª feira na Bolsa de Chicago  

16/07/2019 - O mercado internacional da soja opera em baixa nesta terça-feira (16) com os preços reagindo ao boletim de acompanhamento de safras que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe ontem, no final do dia.

As cotações recuavam, por volta de 7h55 (horário de Brasília), perdiam entre 6 e 6,50 pontos, com o agosto sendo cotado a US$ 8,95 e o novembro, US$ 9,13 por bushel.

O USDA surpreendeu ao aumentar em 1 ponto percentual o índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições, enquanto os traders, porém, apostavam em uma nova baixa dos números, como aconteceu na semana anterior.

Até o último domingo, de acordo com o reporte semanal de acompanhamento de safras, o total de lavouras em bom estado passou de 53% para 54%, enquanto as expectativas dos traders variavam de 51% a 52%. São 34% das plantações em condições regulares, contra 35% da semana anterior, e 12% em situação ruim ou muito ruim, mesmo número da semana passada.

Também sobre a soja, o reporte informou que o percentual de lavouras que já emergiram passou de 90% para 95%, contra 99% de média dos últimos cinco anos e frente aos 100% de 2018. O estado que ainda está abaixo dos 90% é o Missouri, com 84%.

São também 22% dos campos de soja em fase de florescimento, um aumento de 12% em relação à semana anterior. No ano passado, nesse período eram 62%, e a média dos últimos anos é de 49%.

Além da melhora da última semana, as previsões indicam a possibilidade de algumas chuvas chegando a partes da região do Delta e do leste do Corn Belt nas próximas semanas, depois da passagem da tempestade tropical nos EUA no último final de semana.

E assim, de olho nestas previsões, os preços já vêm recuando desde ontem, quando encerrou os negócios perdendo mais de 10 pontos. Como explicou o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities, estas condições de temperaturas um pouco mais amenas e condições melhores de chuvas podem ser confirmadas depois dessa onda de calor forte que vem comprometendo os campos em partes do cinturão.

Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas
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