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Soja fecha com baixas de dois dígitos pelo 2º pregão consecutiva em Chicago nesta 3ª  

17/07/2019 - Os preços da soja terminaram o pregão desta terça-feira (16) com perdas de mais de 13 pontos nos principais contratos negociados na Bolsa de Chicago. As cotações finalizaram o dia com o agosto sendo cotado a US$ 8,87 e o novembro com US$ 9,06 por bushel, com o mercado intensificando suas baixas ao longo do dia.

Segundo explicou o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, o mercado internacional passou por mais uma sessão marcada por um movimento técnico. E com a segunda sessão consecutiva de baixas intensas, o analista acredita que os futuros da oleaginosa já estejam próximos de um piso.

Além do comportamento técnico, o mercado internacional da soja segue recuando na Bolsa de Chicago diante de previsões de melhora nas condições de clima nos Estados Unidos. Passando por uma severa onda de calor, o país poderá registrar, já no começo da próxima semana, temperaturas mais amenas e que poderiam, de acordo com especialistas, trazer algum alívio às lavouras americanas que sofrem com o atual padrão.

Neste momento, o que se observa nos Estados Unidos são temperaturas bastante elevadas e esse calor intenso podendo se estender, pelo menos, até este domingo, 21 de julho, segundo o Commodity Weather Group (CWG) em sua previsão atualizada. Na sequência, no período dos próximos 6 a 10 dias - de 21 a 25 de julho -, as temperaturas já deverão ficar mais amenas, aliviando os problemas causados agora.

E este padrão de um calor já não tão intenso deverá continuar, ainda de acordo com o CWG, no intervalo de 26 a 30 deste mês. Nos dois intervalos, porém, as chuvas deverão ser limitadas, de volumes não tão grandes e acontecendo pontualmente.

Além disso, a alta no percentual de lavouras em boas ou excelentes condições nos EUA pelo USDA ontem também pesa sobre os preços. Mesmo sendo de apenas 1%, a elevação do índice de lavouras boas ou excelentes condições ajudou a intensificar a pressão sobre as cotações na Bolsa de Chicago neste início de semana.

Apesar desse movimento, que surpreendeu um mercado que esperava uma redução nesses números, os especialistas internacionais continuam alertando para as condições ruins da nova temporada norte-americana e das preocupações crescentes entre os produtores.

A expectativa de boa parte dos especialistas norte-americanos é de que a safra 2019/20 dos EUA precise de ao menos um mês a mais do que em anos anteriores para se concluir se comparada a temporadas anteriores.

16/07/19
Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas
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