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Milho: quinta-feira segue com leves altas para as cotações em Chicago  

12/09/2019 - A Bolsa de Chicago (CBOT) segue apresentando leves altas para os preços internacionais do milho futuro nesta quinta-feira (12). As principais cotações registravam valorizações entre 1,75 e 2,25 pontos por volta das 11h53 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/19 era cotado à US$ 3,50 com valorização de 2 pontos, o dezembro/19 valia US$ 3,62 com alta de 2 pontos, março/20 era negociado por US$ 3,74 com ganho de 2,25 pontos e o maio/20 tinha valor de US$ 3,83 com elevação de 1,75 pontos.

Segundo informações da Farm Futures, os preços do milho estão um pouco mais altos, encontrando apoio antes da estimativa de produção atualizada do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira.

"Mais sinais estão apontando para rendimentos que podem chegar abaixo da estimativa da agência, em 12 de agosto. Uma queda acentuada no Índice de Saúde da Vegetação nesta semana reduziu o potencial de produção, embora a leitura ainda esteja perto de onde estava há um mês", aponta o analista de grãos Bryce Knorr.

"A análise espera que o USDA reduza suas estimativas de área e faça cortes mais acentuados nos rendimentos, o que pode ser muito agressivo no início da temporada. Os estoques mais altos de safras antigas, devido à lenta exportação e ao uso de etanol, também poderiam compensar parte da queda na produção, reduzindo a realização de novas safras", diz Knorr.


B3

A bolsa brasileira opera com movimentações em campo misto nesta quinta-feira, com as principais cotações registrando flutuações entre 0,50% negativo e 0,44% positivo por volta das 12h02 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/19 era cotado à R$ 37,00 com baixa de 0,13%, o novembro/19 valia R$ 38,87 com alta de 0,44%, o janeiro/20 era negociado por US$ 40,00 com queda de 0,50% e o março/20 tinha valor de R$ 40,42 com elevação de 0,17%.

De acordo com a Agrifatto Consultoria, o mercado brasileiro também segue atento para possíveis ajustes de produção com o milho norte-americano, após um início de temporada marcado por desafios climáticos, mas com preservação de estimativas positivas aos rendimentos das lavouras.

"O mercado segue dividido entre aqueles que acreditam em cortes expressivos para a produção (com reduções que podem chegar a 10 milhões de toneladas), e quem não espera grandes alterações dos números neste boletim (o relatório de ago/19 trouxe produção de 353,09 milhões de toneladas). Além disso, as dúvidas em relação aos novos números do USDA mantêm o mercado ainda mais travado, com poucas negociações no mercado físico, reforçado por novas negociações desaquecidas para exportação", dizem os analistas.

Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas
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