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Milho segue com baixas em Chicago após classificações de safras não caírem como o esperado  

16/10/2019 - Os preços internacionais do milho futuro seguem contabilizando perdas na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo desta quarta-feira (16). As principais cotações registravam quedas entre 3,00 e 3,75 pontos por volta das 11h56 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,89 com desvalorização de 3,75 pontos, o março/20 valia US$ 4,01 com queda de 3,25 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 4,07 com perda de 3 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 4,12 com baixa de 3 pontos.

Segundo informações da Farm Futures, os preços do milho ficaram mais baixos no início do dia e ainda não saíram desse buraco. As preocupações com a demanda não foram compensadas pelas classificações de safras que não apresentaram uma queda séria na semana passada.

"Os campos da Dakota do Norte, Minnesota e Wisconsin sofreram mais com a onda de frio, mas as perdas em todo o país foram pequenas. Embora nosso modelo de rendimento baseado em relatórios de condições tenha mostrado um potencial de queda de quase 4 bushels por acre (4,18 sacas por hectare) em Dakota do Norte, os rendimentos em todo o país caíram apenas cerca de meio bushel por acre (0,52 sacas), com nossa média em 168,3 bpa (176 sacas por hectare)", aponta o analista de grãos Bryce Knorr.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) disse que 73% da safra está madura, um aumento de 15% em relação à semana passada, mas 19% atrás da média. Apenas 42% de Dakota do Norte estavam a salvo antes do frio da semana passada. O USDA em todo o país estima a colheita em 22%, contra 36% em média.


B3

Já na bolsa brasileira, os preços do milho apresentam leves ganhos nesta quarta-feira. As principais cotações registravam altas entre 0,86% e 1,05% por volta das 11h56 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/19 era cotado à R$ 42,13 com alta de 0,91%, o janeiro/20 valia R$ 43,17 com valorização de 0,86% e o março/20 era negociado por R$ 43,20 com ganho de 1,05%.

Em seu reporte diário, a Agrifatto Consultoria destaca que o cenário aponta para preços fortalecidos no mercado físico, e que já estão sendo precificado em bolsa com as novas valorizações de hoje.

"Além disso, o dólar também colabora para pressão positiva, com a alta de ontem (15) colocando o câmbio em R$ 4,17 - o maior valor desde o início de setembro deste ano. E assim, as cotações em Paranaguá voltaram aos patamares em R$ 40,00/sc, com negociações para entrega em novembro e pagamento no mês seguinte", diz a nota.

Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas
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