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Ótimo desempenho de usinas geridas por produtores anima primeira safra da Ener Sugar
Publicado em 21/02/2020 às 16h22
A safra 2020/21 será a primeira da Ener Sugar, usina paulista adquirida por produtores de cana. No Nordeste as usinas reabertas pelos produtores de cana funcionam por meio de cooperativas

Foi finalizada a safra 2019/20 da usina Cooperativa do Agronegócio da Cana-de-Açúcar (AGROCAN), localizada em Joaquim Nabuco, Mata Sul pernambucana. O diretor da unidade, Gerson Carneiro Leão, comemorou o desempenho da Agrocon, que processou mais de 850 mil toneladas de cana, produzindo 69 milhões de litros de etanol. Números que, segundo Carneiro Leão, ultrapassaram as expectativas.

Mas a animação do Diretor da AGROCAN (ex-Usina Pumaty) não se resume a boa produção, é completada pelo papel social que a empresa exerce, ao adquirir cana de quase dois mil produtores, gerar aproximadamente cinco mil empregos diretos e injetar quase R$ 100 milhões na economia da região.

Não é exagero dizer que grande parte da Zona da Mata Sul pernambucana voltou à vida com o início das atividades da AGROCON, que nasceu graças a iniciativa de produtores de cana, liderados por Gérson Carneiro Leão, que é também presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco.

Ao arrendar as instalações da Usina Pumaty que estava desativada, esses produtores reforçaram um modelo de gestão iniciada em 2015, quando a Cooperativa da Associação dos Fornecedores de Cana de PE (Coaf), presidida por Alexandre Andrade Lima, arrendou a desativada Usina Cruangi, localizada em Timbaúba, Zona da Mata Norte pernambucana. A Coaf/Cruangi emprega 3,8 mil trabalhadores no parque fabril e nos engenhos dos 450 fornecedores de cana cooperados. Além de injetar mais de R$ 140 milhões por safra na economia regional.

As duas unidades pernambucanas geridas por produtores de cana tornaram-se modelos de gestão, ao recuperarem a produtividade agrícola, modernizarem a indústria e ainda remunerar melhor a cana de seus fornecedores. Serviram de inspiração para a Cooperativa dos Produtores Rurais do Vale de Satuba (Coopervales), reabrir a Usina Uruba, em Atalaia, Alagoas.

Essa possibilidade de reativar usinas e, com isso, aumentar a competitividade da matéria-prima, passou a ser o foco de muitos produtores de cana pelo Brasil, afinal, entre desativadas e em recuperação judicial, o setor sucroenergético registra mais de 150 unidades.

O cenário promissor do setor, os exemplos das unidades tocadas por produtores de cana e as várias oportunidades no mercado, levaram a criação da Ener Sugar, que fará a sua primeira safra a partir de 2 de abril de 2020. A unidade é a Usina Pau D?Alho, em Ibirarema, na região de Assis, SP. A usina renascerá nas mãos dos produtores rurais Sylvio Ribeiro do Valle e pelos irmãos Finotti, Dorival e Dirceu, que adquiriram a massa falida. Sylvio é presidente da Associação dos Fornecedores e Plantadores de Cana da Média Sorocabana (Assocana).

A diferença da Ener Sugar com as unidades reabertas no Nordeste, é que lá o sistema é de arrendamento e gestão por meio de cooperativa, já a ex-Pau D?Alho foi adquirida e seus novos donos estão utilizando recursos próprios e parte de investidores, que ainda não foram anunciados. A restauração da unidade, orçada em R$ 100 milhões, segue em ritmo acelerado.

A Ener Sugar tem capacidade instalada para moagem de 2,2 milhões de toneladas e a previsão para esta safra é que moerá 1 milhão de toneladas. Além da cana própria, 250 mil toneladas estão sendo negociadas com produtores da região. E mesmo a unidade não sendo gerida no sistema de cooperativa, Sylvio anunciou que a cana que virá do fornecedor será paga com um valor superior ao estipulado pelo Consecana -- sistema que define os preços em ATR (total de açúcares recuperáveis).
Fonte: CanaOnline
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