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Poluição do ar compromete função cognitiva de homens mais velhos
Os autores da pesquisa explicam que um declínio na função cognitiva é comum entre adultos mais velhos, mas pode ser acelerado por fatores ambientais, como a exposição a partículas finas (PM2,5) presentes no ar
Publicado em 06/05/2021 às 17h41
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A exposição de curto prazo (até 28 dias) a níveis mais elevados de poluição do ar está associada ao comprometimento da função cognitiva em homens mais velhos, segundo um estudo chinês publicado na última edição da revista especializada Nature Aging. No trabalho, os pesquisadores também observaram que o impacto negativo desse tipo de contato é reduzido em indivíduos que receberam medicamentos comuns para a dor, os anti-inflamatórios.

Os autores da pesquisa explicam que um declínio na função cognitiva é comum entre adultos mais velhos, mas pode ser acelerado por fatores ambientais, como a exposição a partículas finas (PM2,5) presentes no ar. "No entanto, faltam pesquisas que examinem os impactos desse tipo de exposição a elementos tóxicos tão comuns na atividade neural de idosos", enfatizam os cientistas, que foram liderados por Xu Gao, pesquisador da Universidade de Pequim.

Gao e seus colegas selecionaram um grupo de 954 homens brancos com, em média, 70 anos, moradores da área metropolitana da cidade de Boston, nos EUA, e participantes de um programa de pesquisas médicas chamado Veterans Affairs Normative Aging Study. Os autores mediram o desempenho cognitivo dos voluntários por meio de um exame de função cognitiva global muito usado na neurologia, composto por uma espécie de formulário e exercícios.

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Eles, então, compararam os dados das avaliações com os níveis de PM2,5 do local do exame, no dia de cada visita, e os níveis médios de poluição do ar uma a quatro semanas antes de cada visita. A equipe descobriu que níveis aumentados de PM2,5 até 28 dias antes do teste estavam associados a menores escores de função cognitiva global entre os participantes. Eles também detectaram que os participantes que receberam anti-inflamatórios foram menos afetados pelos efeitos adversos da exposição de curto prazo à poluição do ar.

"Estudos anteriores também investigaram o uso de anti-inflamatórios não esteroidais, uma classe de medicamentos que visa reduzir a dor e a inflamação, como a aspirina, como um potencial tratamento para deficiência cognitiva e a demência. No entanto, o uso desses remédios como uma intervenção potencial para limitar o impacto da poluição do ar na saúde cognitiva não havia sido examinado antes", enfatizam no artigo.

Os autores ponderam que é necessário realizar novos estudos, com um grupo maior analisados, para avaliar se o uso de medicamentos para dor realmente protege os idosos dos danos gerados pela poluição do ar e de que forma isso acontece.
Fonte: Correio Braziliense
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