Este site utiliza cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência. Ao continuar navegando
você concorda com nossa política de privacidade. Política de Privacidade

Facebook
Instagram
Linkedin
Twitter
Youtube
Fale Conosco
Presidente do Cosag destaca oportunidades do Brasil no mercado mundial de açúcar e etanol
Publicado em 06/05/2021 às 09h29
Foto Notícia
"A longevidade da indústria brasileira de açúcar e etanol vai depender da nossa capacidade de inovar e buscar novos mercados ligados ao agro. No curto prazo, a emissão de créditos de carbono representa uma boa oportunidade". Este foi um dos pontos abordados por Jacyr Costa Filho, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da FIESP-COSAG, em sua palestra no evento "Açúcar & Etanol Nordeste - Warm-Up", realizado virtualmente, nesta terça-feira (05/05), pela Datagro, uma das mais respeitadas consultorias no agronegócio nacional.

O executivo avaliou o andamento da produção de açúcar e etanol em países como Índia, Tailândia e Paquistão, concorrentes diretos da indústria brasileira. No caso do açúcar, o mercado indiano é alvo de um contencioso liderado pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio -- OMC, contra os subsídios dados aos produtores daquele país.

"A Índia deve continuar produzindo acima de 30 milhões de toneladas de açúcar, o que provavelmente vai gerar um excedente. O ponto positivo é que a ação promovida pelo Brasil, Guatemala e Austrália na OMC deverá ter um julgamento final no terceiro trimestre deste ano. Acredito que será favorável a nós", afirma, otimista, Jacyr Costa. Ele alerta, porém, que um desfecho favorável ao Brasil poderá provocar um recurso da Índia.

Sobre a Tailândia, o presidente do Cosag diz que o país asiático vive uma condição parecida com a que o Brasil experimentou, há mais de uma década, quando se iniciava o processo de mecanização da lavoura de cana-de-açúcar no Centro-Sul. "Na Tailândia, o tamanho das propriedades dificulta a implementação da mecanização, mas é preciso ter em vista que, no médio prazo, esta mudança resultará em ganhos de produtividade, assim como ocorreu no Brasil", explica Jacyr.

O palestrante, com ampla experiência no setor sucroenergético, complementa: "Na Tereos, quando foi iniciada a mecanização, a produtividade em toneladas de cana colhida diariamente por colhedeira era metade do que é hoje alcançada".

O etanol, amplamente utilizado no Brasil e com grandes resultados socioambientais, também foi ressaltado por Jacyr Costa como outra contribuição do setor sucroenergético para a economia brasileira na era do novo carbono.

"O uso de etanol na Índia e Tailândia, além do Paquistão, pode ter efeitos muitos positivos, no médio prazo, para o setor produtivo brasileiro. Neste sentido, observo que outro mercado bastante promissor em desenvolvimento é o dos créditos de carbono. No Brasil temos os CBIOs que estão em expansão graças ao programa RenovaBio ", avalia Jacyr Costa.
Fonte: MediaLink Comunicação Corporativa
Notícias de outros veículos são oferecidas como mera prestação de serviço
e não refletem necessariamente a visão da UDOP.