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Crise hídrica: sem hidrovias, redobre a aposta na Rumo, apontam analistas
Publicado em 08/06/2021 às 08h09
Foto Notícia
A crise hídrica que assola a bacia do Rio Paraná, uma das principais do Brasil tanto na produção de energia elétrica quanto no transporte de grãos do Centro-Oeste brasileiro, pode beneficiar a principal operadora de trens da região: a Rumo (RAIL3).

A ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) está propondo limitar a irrigação e a navegação para segurar o nível dos rios, priorizando assim a produção de energia.

Segundo a Ágora Investimentos, esse enrosco transferirá grãos de barcaças da hidrovia Tietê-Paraná para caminhões e ferrovias.

A corretora tem recomendação de compra para a Rumo, com preço-alvo de R$ 30.

Até o momento, hidrovias seguem operando

A companhia de logísticas Hidrovias do Brasil (HBSA3) informou na última quarta-feira (2) que segue operando com todos os comboios no Corredor Sul, em resposta a notícias que apontavam para possíveis impactos da crise hídrica às operações do setor.

A manifestação da empresa ocorre após a Agência Nacional de Águas (ANA) ter declarado situação crítica na bacia do Paraná, que abriga os principais reservatórios hidrelétricos do Brasil, até 30 de novembro, em meio a uma crise de falta de chuvas.

A Hidrovias do Brasil disse em comunicado que o Corredor Sul está em situação atípica desde o ano passado, acrescentando que até o momento não observou nenhum impacto direto em suas operações que esteja relacionado ao tema.

"(A empresa) não opera nas regiões onde os reservatórios hidrelétricos citados nas notícias estão alocados", afirmou.

Sinal amarelo

Também na última quarta-feira, o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que medidas para economizar água e direcionar recursos hídricos à geração de energia iriam inevitavelmente afetar a navegação na hidrovia Tietê-Paraná, a que mais está sofrendo com a seca prolongada no coração de alguns dos principais Estados agrícolas do Brasil.

Freitas afirmou que o governo irá reduzir o calado na bacia do rio Paraná, o que interromperá a movimentação fluvial de cargas de Estados como Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. A bacia forma parte da quarta maior hidrovia do Brasil para o transporte de cargas.

"Se as empresas não conseguem usar o rio para movimentar mercadorias por causa da queda do nível da água, elas recorrem ao transporte rodoviário", disse o coordenador de pesquisas de logística da Escola de Agricultura da Universidade de São Paulo (Esalq), Thiago Péra. "Isso vai aumentar o custo do frete, já que os preços do diesel estão subindo".
Renan Dantas
Fonte: Money Times
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