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Com oferta em alta, preços do açúcar encerram a semana desvalorizados em NY
Publicado em 14/06/2021 às 08h24
Foto Notícia
Os contratos futuros do açúcar encerraram a semana em baixa na maior parte dos lotes negociados na ICE, de Nova York. Segundo analistas de mercado, há sinais de ampla oferta da commodity, o que freou a alta dos dias anteriores. Além disso, alguns operadores disseram que compradores estão adiando a entrega do produto devido a uma alta nos preços do frete naval.

Na sexta-feira (11), em NY, o açúcar bruto no vencimento julho/21 foi negociado em 17,54 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 12 pontos quando comparado à véspera, ou 0,7%. Já a tela outubro/21 foi negociada em 17,67 cts/lb, 6 pontos a menos que o dia anterior. Os contratos março e maio/22 caíram 5 e 1 ponto, respectivamente. As demais telas oscilaram entre a estabilidade e alta de 1 ponto.

Segundo a Reuters, dados mostraram que a produção de açúcar no Centro-Sul no Brasil, maior produtor, totalizou 2,62 milhões de toneladas na segunda quinzena de maio -- acima das expectativas do mercado.

Açúcar branco

Em Londres o açúcar branco fechou em baixa em todas as telas na última sexta-feira. O vencimento agosto/21 foi negociado em US$ 451,30 a tonelada, desvalorização de 3,40 dólares no comparativo com a véspera. Já a tela outubro/21 caiu 2,40 dólares, negociada em US$ 459,80 a tonelada. Os demais contratos fecharam no vermelho entre 1,30 e 2,40 dólares.

Açúcar cristal

No mercado doméstico o açúcar cristal fechou a sexta-feira desvalorizado em 1,39%, com a saca de 50 quilos negociada em R$ 115,60, contra R$ 117,23 a saca da quinta-feira, pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP.

Análise

Para o diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa, interessante notar que a curva de preços começa a ceder lentamente nos vencimentos mais curtos e valorizar nos vencimentos mais longos. "Penso que isso tem a ver com a perspectiva de melhores preços em centavos de dólar por libra-peso lá adiante e pressão nos vencimentos mais curtos por conta da rolagem dos fundos e da falta de atividade no físico".

Ainda segundo Corrêa, "nada foge da lógica dos mercados. O Brasil maximizou a produção de açúcar que, mesmo com a seca, não vai trazer desconforto na disponibilidade do produto. Tudo indica que vamos ter um superávit mundial trazendo ligeira pressão para o curto prazo. Um exemplo disso: os spreads julho/outubro e outubro/março apresentam um carrego equivalente a 3% a.a. contrariando a narrativa de falta de produto no físico e acendendo um sinal de alerta para os fundos que estão comprados em 238,000 lotes, mas que raramente ficam assim posicionados num mercado em carrego".

"Então, temos um mercado com clara perspectiva neutra para ligeiramente baixista no médio prazo, mas notadamente altista no longo prazo. O preço médio do fechamento de NY para a safra 23/24 (maio/23 até março 24) é pouco abaixo de 15 centavos de dólar por libra-peso. Acreditamos que vamos subir pelo menos 150 pontos. O que dá respaldo a essa análise no longo prazo é que a Índia vai olhar cada vez mais para dentro e menos para o mercado externo, numa mudança de política que só traz benefícios àquele país", destacou o diretor da Archer em seu artigo semanal.
Rogério Mian
Fonte: Agência UDOP de Notícias
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