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Infraestrutura oferece oportunidades de sobra; veja quais ações ter
Publicado em 29/06/2021 às 14h23
Os leilões de infraestrutura no Brasil promovidos pelo Governo Federal prometem reduzir os custos e melhorar um gargalo que por décadas tem prejudicado o crescimento do país. O pacote inclui portos, rodovias, ferrovias e aeroportos. Só entre 2017 e 2021 foram investidos R$ 110 bilhões em leilões.

Com isso, a XP Investimentos iniciou a cobertura das principais ações do setor: CCR (CCRO3), Ecorodovias (ECOR3), Rumo (RAIL3), Hidrovias do Brasil (HBSA3), Santos Brasil (STBP3) e Brz Infra (BRZP11).

Segundo os analistas Pedro Bruno, Gabriela Ferrante, Lucas Laghi e Marcella Ungaretti há uma janela de oportunidades na esteira do leilões dos portos, ferrovias e rodovias, além da retomada econômica que bate na porta do país. Além disso, o agronegócio brasileiro continua mais forte do que nunca.

Mas quais ações ter para aproveitar essa alta?

No caso das concessionárias de rodovias, a XP tem preferência pelas ações da CCR devido ao valuation mais barato (TIR -- Taxa de Retorno Interno -- alavancada real de 10%, contra 7,9% de Ecorodovias) e a melhoria de governança corporativa (IG4 substituindo Andrade Gutierrez no grupo de controle).

"Mesmo que o cenário base de nossos modelos não considerem o crescimento por meio de novos projetos, acreditamos que a CCR está bem posicionada para participar do grande pipeline de leilões de rodovias", apontam.

A empresa também tem nas mangas os reequilíbrios regulatórios, um importante catalizador positivo de curto-prazo. E para coroar a boa posição da concessionária, há a venda de participação relevante da Andrade Gutierrez, o que reduziu o conflito de interesses.

Os analistas ressaltam que apesar da Ecorodovias estar bem posicionada para aproveitar os leilões, os papéis da empresa estão caros.

Barco ou trem?

A equipe de analistas está otimista com a demanda ferroviária e hidroviária baseados em uma forte perspectiva para a produção e exportação de grãos do Centro-Oeste do Brasil.

"Assim, vemos um cenário competitivo (de preços) saudável de longo prazo (hoje uma das principais preocupações dos investidores)", apontam.

Apesar de manter a recomendação de compra para ambos os papéis, a XP tem preferência pela Hidrovias ao invés da Rumo devido seu nível de valuation mais atrativo (13,6% TIR alavancada real, versus 9,4% da Rumo).

"Posicionamos a Hidrovias como nossa principal escolha entre os nomes cobertos de Infraestrutura no Brasil", aponta.

Os analistas citam o bom posicionamento da companhia no Centro-Oeste do Brasil, considerado o celeiro do país, e o forte crescimento com riscos reduzidos por conta dos contratos de longo prazo.

Santos Brasil já subiu o que tinha para subir; BRZ pode ser opção

No caso dos portos, a XP destaca que a Santos Brasil já aproveitou parte do crescimento provocado pela sua melhora operacional. Recentemente, a empresa arrematou portos e renovou o contrato com a sua principal cliente, a Hamburg Sub.

Com a retomada econômica, é esperado que o volume de cargas no porto de Santos se normalize. Os resultados do primeiro trimestre já mostraram essa tendência.

"Apesar de nossas expectativas positivas para receita e lucratividade, vemos o mercado já precificando um forte crescimento de EBITDA implícito no múltiplo de 15 vezes o múltiplo EV/EBITDA, que mede o valor da empresa, para a Santos Brasil", apontam.

No caso da BRZ Infra Portos, a XP reiterou a recomendação de compra. Segundo a corretora, a empresa oferece uma oportunidade atrativa na infraestrutura do Brasil, com base em posicionamento estratégico do ciclo de investimento.

"Vemos o único ativo da BRZ Infra Portos (Porto de Itapoá) bem posicionado para capturar a demanda futura na região sul", argumenta.
Renan Dantas
Fonte: Money Times
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