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Alta no preço do etanol leva produtores de cana a priorizar o combustível em 2022
Publicado em 10/01/2022 às 08h33
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Com expectativa de recuperac?a?o parcial da produtividade dos canaviais, o setor sucroenergético deve elevar a produção de etanol, de olho nos bons preços do combustível previstos para 2022, apesar do aumento dos custos dos insumos.

Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), prevê uma produção maior que a da safra que termina em março, impactada por sérios problemas climáticos. Ele não estima o volume, mas confia em preços bem recompensadores em 2022 para o etanol, devido aos patamares do barril do petróleo, cotado a US$ 80, e ao câmbio elevado.

Andy Duff, analista do setor de cana do Rabobank, também aposta que, se não houver uma intervenção do governo, o próximo ano deve ser de preços elevados do etanol, devido à somatória da cotação do petróleo, real desvalorizado e oferta limitada do produto.

Pádua explica que o setor optou por priorizar a produção de etanol em detrimento do açúcar, diante da menor disponibilidade de cana. Entra na conta também o recuo de 40% nas exportações de etanol.

Mais um fator deve empurrar o mix das usinas para o etanol na próxima safra: os créditos de descarbonização, chamados de CBIOs. "Com a maior certificação de etanol para a emissão de CBIOs e o compromisso do Brasil na COP 21, o setor tem metas audaciosas para manter uma forte participação do etanol", diz Pádua.

O saldo de 7 milhões de CBIOs de 2021 vai se somar à meta de 35,98 milhões fixada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para 2022, gerando um mercado mais equilibrado de preços. O que deve se manter é o impasse sobre quem tem direito a receber os CBIOs. Segundo Pádua, mais de 50% da cana de fornecedores já recebem repasse dos CBIOs, mas muitos ainda esperam uma lei que garanta um repasse de 100%.

Para o consultor Ricardo Pinto, o impasse entre usinas e fornecedores ocorre porque os fornecedores querem o repasse de 100% dos CBIOs, e as usinas oferecem 60%, em função de ser este o peso da cana na composição do custo médio do açúcar e do etanol. "Ambos os lados estão irredutíveis. Creio que quando os dois lados cederem para um valor ao redor de 80%, a negociação sai."
Fonte: Globo Rural
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