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Países membros da OMC assinam acordo de ajuda a agricultores ucranianos
Diretora-geral da entidade voltou a falar da necessidade de soluções políticas para fazer com que os grãos do país consigam ser escoados
Publicado em 13/06/2022 às 09h37
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Cinquenta e seis membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido, divulgaram um comunicado conjunto em que alertam sobre as consequências da destruição da Ucrânia para o comércio global, em particular no que diz respeito ao fornecimento de fertilizantes, óleo de girassol, minerais essenciais e grãos produzidos pelo país.

"O impacto da guerra, incluindo o bloqueio do acesso da Ucrânia ao Mar Negro, está comprometendo seriamente o fornecimento de alimentos para algumas das partes mais vulneráveis do mundo. Isso corre o risco de levar milhões de pessoas à insegurança alimentar, aumentando a situação já grave causada pela Covid-19", diz o comunicado divulgado neste domingo (12), na esteira da 12ª Conferência Ministerial da OMC.

No texto, os países que assinaram ressaltam que buscarão maneiras de ajudar os agricultores ucranianos a continuar plantando e cultivando cereais e oleaginosas. "Dentro da capacidade de cada membro da OMC, continuaremos a fornecer ajuda humanitária para aliviar o sofrimento de civis ucranianos, inclusive para ajudar a garantir seu acesso a bens e serviços básicos, incluindo alimentos", destacam.

Criação de corredores

A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, afirmou neste domingo (12) durante coletiva de imprensa na abertura da 12ª Conferência Ministerial da entidade que, atualmente, "estamos enfrentando uma crise de alimentos e de energia", com os países menos desenvolvidos sendo os mais afetados.

Segundo ela, são necessárias soluções políticas para fazer com que os grãos da Ucrânia consigam ser escoados do país, como a criação de corredores.

Sobre a conferência da OMC, que está programada para durar até a próxima quarta-feira (15), a diretora afirmou que os ministros terão oportunidades de falar sobre questões geopolíticas, a crise de energia e alimentos. "Teremos muitos dossiês", disse.
Fonte: Estadão Conteúdo
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