Etanol compensa mais que gasolina em Minas Gerais  

21/05/2019 - Os preços médios do etanol seguem vantajosos ante os da gasolina em apenas quatro Estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso. O levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) considera que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um valor limite de 70% do derivado de petróleo para ser considerado financeiramente vantajoso para o motorista.

Em Minas Gerais, segundo a ANP, o etanol hidratado é vendido em média por 65,72% do valor da gasolina. Mas é possível achar o combustível em situação de competitividade ainda melhor. Em postos da avenida Teresa Cristina, na região Noroeste da cidade, por exemplo, o álcool custa R$ 2,897, e a gasolina comum, R$ 4,677. Ou seja, o derivado da cana sai a 62% do valor do derivado do petróleo. Na região hospitalar, no entorno da praça Floriano Peixoto, a proporção entre os dois combustíveis é ainda menor, de 61%.

A pesquisa de preços mais recente no site Mercado Mineiro, com valores atualizados até esta segunda-feira (20), mostra que o menor preço do etanol nos postos de Belo Horizonte, Santa Luzia, Ibirité, Contagem e Betim é R$ 2,877. Já o menor preço da gasolina nos mesmos postos é R$ 4,548. Fazendo a mesma conta, o etanol continua compensando, com a proporção de 63,2% do preço do litro de gasolina comum.


Outros Estados

Nos demais três Estados em que o álcool se mantém mais competitivo, a proporção é semelhante à de Minas. Em Goiás, o hidratado é vendido, na média, a 65,04% do valor da gasolina. Em São Paulo, por 65,69%. A melhor relação custo-benefício do álcool está no Mato Grosso, onde ele custa 58,98% do valor da gasolina. Na média dos postos pesquisados no país, a paridade é de 65,93% entre os preços médios do etanol e da gasolina, também favorável ao biocombustível.


Gasolina

O valor médio da gasolina vendido nos postos brasileiros avançou em 14 Estados e no Distrito Federal na semana passada, segundo dados da ANP. Houve recuo em outros 12 Estados. Na média nacional, no entanto, o preço médio recuou 0,18% na semana passada sobre a anterior, de R$ 4,566 para R$ 4,558.

Em Minas Gerais houve queda de 0,02% no preço médio, de R$ 4,841 para R$ 4,840 o litro. Em São Paulo, maior consumidor do país e com mais postos pesquisados, o litro da gasolina caiu 0,47%, de R$ 4,287 para R$ 4,267, em média. No Rio de Janeiro, o combustível subiu 0,14%, de R$ 4,997 para R$ 5,004, em média. A gasolina segue mais vantajosa no Amapá, com a paridade de 92,87% para o preço do etanol.

São Paulo. Herança da greve dos caminhoneiros, em maio de 2018, a tabela do frete de cargas é alvo de discórdia entre dois extremos. Caminhoneiros autônomos, de um lado, se queixam do cálculo atual e da falta de fiscalização do seu cumprimento. De outro, representantes do agronegócio e da indústria argumentam que a tentativa de controlar preços é impraticável, fadada ao fracasso e prejudicial à atividade econômica do país.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o tabelamento provocou redução de R$ 7,2 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB), queda de 0,11%. Para Pablo Cesário, da CNI, é uma política pública fadada ao fracasso. "Desde a implementação, os autônomos tiveram redução de 20% na receita, enquanto as empresas de transporte tiveram aumento de 28%", diz.

De maio de 2018 até hoje, foram seis reajustes na tabela. Para a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), que ajuizou ação direta de inconstitucionalidade, esses ajustes criam imprevisibilidade para o produtor. "No total, os preços do frete foram reajustados 6,12%. O IPCA entre maio de 2018 e março de 2019 foi de 3,93%, ou seja, o reajuste foi maior do que a inflação", diz Elisangela Pereira, assessora técnica da entidade.

Para ela, a instabilidade nos valores do frete tem impactado sobretudo os produtores que trabalham com venda futura. "Há um receio muito grande de comprar antecipadamente, porque não tem como prever os valores futuros do frete", explica Elisangela.

Leonardo Gadotti, presidente da Plural (associação das distribuidoras de combustíveis), diz que o setor perdeu 1% de volume de mercado no ano passado e critica a falta de resolução de um impasse que se arrasta. "O problema do caminhoneiro nunca foi o preço do diesel, do pedágio ou do frete: o problema é que, por causa da desaceleração econômica, não tem carga para ser transportada no Brasil".

Fonte: Jornal O tempo
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