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Em carta ao Governo Federal, grandes empresas pedem metas ambientais mais ambiciosas
Publicado em 13/04/2021 às 17h43
Em carta enviada ao governo, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) pede metas mais ambiciosas relacionadas ao clima e um esforço maior para a construção de uma agenda de retomada sustentável para a economia brasileira.

Ao todo, 33 empresas e bancos assinaram o documento, incluindo Bradesco, Braskem, Itaú, Shell, Microsoft e Suzano (veja lista completa abaixo). Conforme a carta, o País precisa buscar a neutralidade climática - ou seja, emissão líquida zerada de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera - até 2050.

Em dezembro, em um documento de diretrizes sobre assuntos do clima, a NDC (Contribuições Nacionalmente Determinadas), o Ministério do Meio Ambiente traçou planos para atingir este objetivo até 2060. Os líderes da iniciativa privada, portanto, cobram que é necessário acelerar as exigências do setor produtivo, para chegar à neutralidade uma década mais cedo. Um dos principais objetivos do acordo é limitar o aumento na temperatura global até o fim do século a 2 graus Celsius, no máximo, até o fim deste século.

Pressão por metas objetivos mais ambiciosos

De acordo com a presidente do CEBDS, Marina Grossi, a carta começou a ser elaborada justamente em dezembro, depois de o governo definir uma meta considerada muito branda pelas empresas. O documento foi encaminhado aos ministérios da Economia, do Meio Ambiente, das Relações Exteriores e da Agricultura.

"Mostramos ao governo e à sociedade civil que o setor empresarial apoia uma ambição climática no País." Marina diz que a entidade espera se reunir até o fim da semana com o ministro Paulo Guedes (Economia) para debater o tema. Segundo as empresas, metas ambientais mais ambiciosas poderiam trazer ao País não só investimentos, mas também vantagens competitivas.

Um dos pontos de destaque do documento é em relação à chamada "retomada verde": "Seguir em direção à retomada verde é a única maneira adequada de sermos competitivos." Para a presidente do CEBDS, o País também precisa ter metas mais claras para reduzir o desmatamento ilegal. "Só tem vantagens em reduzir: traz segurança jurídica, ajuda a ser um local mais confiável que, consequentemente, atrai mais recursos", diz.

Confira a lista completa de empresas e instituições que assinam a carta:

Bayer
Braskem
Bradesco
BRF
CBA
DSM
Ecolab
Eneva
Equinor
iCare
Ipiranga
Itaú
JBS
Lojas Renner S.A
Lwart
Marfrig
Michelin
Microsoft
Natura
Schneider Eletric
Shell
Siemens Energy
Suzano
Ticket Log
Tozzini Freire
Vedacit
Votorantim Cimentos
Way Carbon
Abag
Amcham
Cebri
Coalizão Brasil
ICC
Fonte: Broadcast Político
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