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Milho fecha quarta-feira com perdas em Chicago, pressionadas pelo avanço da colheita  

17/10/2019 - A quarta-feira chega ao final com leves desvalorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram pequenas movimentações entre 0,50 e 1,50 pontos.

O vencimento dezembro/19 foi cotado à US$ 3,91 com desvalorização de 1,50 pontos, o março/20 valia US$ 4,03 com queda de 0,75 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 4,09 com perda de 0,75 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 4,14 com baixa de 0,50 pontos.

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,51% para dezembro/19, de 0,25% para o março/20 e de 0,24% para o maio/20, e 0,24% para o julho/20.

Segundo informações da Farm Futures, os preços do milho diminuíram ligeiramente na quarta-feira devido às vendas técnicas motivadas pela pressão da colheita, com os traders ignorando classificações de qualidade abaixo do esperado do USDA na terça-feira e uma grande venda reportada ao México nesta manhã.

"A colheita de milho americano está progredindo sob o céu limpo em grande parte do meio-oeste nesta semana, mesmo com a maturidade da colheita diminuindo após atrasos generalizados no plantio na primavera passada", aponta Julie Ingwersen da Reuters Chicago.

Na última terça-feira (15), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) disse que 22% da safra de milho foi colhida, atrás das expectativas do mercado.

Exportadores privados relataram ao USDA a venda de 9 milhões de bushels (228.600 toneladas) de milho ao México. Do total, 60% são para entrega durante a campanha de marketing de 2019/20, iniciada em 1º de setembro. O restante é para entrega em 2020/21.


B3

Ao contrário das movimentações internacionais, a bolsa brasileira registrou ganhos para as cotações do milho nesta quarta-feira. Os principais contratos contabilizaram altas de até 1,80%.

O vencimento novembro/19 era cotado à R$ 42,50 com alta de 1,80%, o janeiro/20 valia R$ 43,54 com ganho de 1,73% e o março/20 era negociado por R$ 43,50 com elevação de 1,75%.

Segundo o Analista da Agrinvest, Marcos Araújo, o milho atingiu suas máximas do ano de 2019 neste dia, impulsionado pelo índice ESALQ, o mercado físico em alta e o dólar em alta pela manhã, o que configura uma ótima oportunidade para o produtor buscar vendas da sua safrinha.

Araújo também indica que essa tendência de alta deve permanecer e o cereal deve atingir preços ainda maiores entre fevereiro e março de 2020.

"Para o médio e o longo prazos, é preciso considerar a previsão de um clima mais adverso para a safra 2019/20, ainda em fase inicial. Caso se con?rme a previsão de atraso nas chuvas em algumas regiões do Brasil Central, a semeadura da primeira safra do cereal, de verão, poderá atrasar e ?car comprometida. Isso, certamente, estreitará a janela de plantio do milho 2ª safra, de inverno", relata uma análise realizada pela Agroanalysis/FGV.

"Até o primeiro semestre de 2020, há bastante "água para correr", e muitas mudanças conjunturais podem acontecer, principalmente em se tratando de clima e questões econômicas e políticas. Entretanto, diante das incertezas no Brasil e da briga comercial entre os Estados e a China, que têm mexido também com as economias pelo mundo, o agricultor e o pecuarista (consumidor de milho) precisam ?car atentos às oportunidades de mercado", conclui a publicação.


Mercado Interno

No mercado físico brasileiro, a terça-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram registradas desvalorizações.

Já as valorizações foram percebidas nas praças de Assis/SP (1,43% com preço de R$ 35,50), Tangará da Serra/MT (1,85% com preço de R$ 27,50), Campo Novo do Parecis/MT (1,92% e preço de R$ 26,50), Castro/PR (2,67% e preço de R$ 38,50), Ponta Grossa/PR (2,86% e preço de R$ 36,00) e Oeste da Bahia (3,13% e preço de R$ 33,00).

De acordo com o reporte diário da XP Investimentos, os preços do milho permanecem em ambiente firme. "De maneira geral, agentes seguem acompanhando os movimentos de Chicago e da taxa de câmbio para assumir posição no mercado local. Nos últimos dias, as altas favoreceram produtores e intermediários a pedir mais pelos estoques. Ainda assim, o fluxo de comercialização é baixo e o mercado se arrasta em níveis historicamente elevados"

Ainda nesta quarta-feira, a XP Investimentos apontou que "as preocupações dos participantes do mercado interno estão relacionadas com a falta de chuvas em boa parte das regiões produtoras. Isto pode gerar atrasos no plantio e altera o padrão de abastecimento".

16/10/19
Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas
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