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Cemig: demanda máxima pode cair 4% com adoção do horário de verão  

11/10/2017 - O horário de verão, que começa à zero hora do domingo, 15, deve permitir à Cemig uma redução de 350 megawatts (MW) de potência em sua demanda máxima de energia, o que equivale a 4%, informou nesta quarta-feira, 11, a companhia. O montante, explica a empresa, é suficiente para abastecer a demanda de pico de um município de 800 mil habitantes. Com relação ao consumo de energia, a redução esperada é de até 0,5%, que representa cerca de 110 mil megawatts-hora (MWh), suficiente para abastecer Belo Horizonte por nove dias.

Para os consumidores comerciais e residenciais, a Cemig estima que o consumo de energia pode reduzir até 5%, devido ao menor tempo de utilização da iluminação artificial.

Em nota, a companhia mineira lembra que a redução no consumo de energia é um benefício secundário, porém desejável, em especial tendo em vista o cenário hidrológico desfavorável.

Neste ano, o governo federal chegou a cogitar não estabelecer o horário de verão, após estudos realizados pelo Ministério de Minas e Energia apontarem que a medida não se justifica, do ponto de vista do setor elétrico, tendo em vista que o atual horário de pico de consumo ocorre entre 14 horas e 15 horas, quando o uso de ar condicionado é mais intenso, e não mais entre 17 horas e 20 horas.

Ainda assim, o engenheiro de planejamento energético da Cemig, Wilson Fernandes Lage, defende que a medida tem como objetivo aumentar a segurança da operação do sistema elétrico brasileiro e salienta que a alteração do horário não tem relação com o aumento do consumo de energia decorrente das altas temperaturas. "Devido a esse aumento, o consumo na parte da tarde não é alterado com o horário de verão, mas a mudança colabora para que não haja a ocorrência de um segundo pico de consumo, já que as pessoas passam a aproveitar por mais tempo a luz natural do dia, evitando assim a ligação simultânea de chuveiros, por exemplo, e da iluminação artificial", explica. "Nesse período, há uma redução da demanda máxima por energia durante o horário de pico de consumo, que ocorre entre 18 e 23 horas", afirma, em nota.

De acordo com as avaliações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), nos últimos anos o horário de verão alcançou uma redução média de 4,5% na demanda no horário de pico e uma economia diária de 0,5%. A economia tida no período em que o horário de verão vigora equivale à demanda de uma cidade como Brasília durante 30 dias.

Além disso, o ONS estima que os ganhos com o horário de verão chegam a R$ 147 milhões. Esse valor representa o custo evitado em despacho de usinas térmicas por questões de segurança elétrica e atendimento à ponta de carga no período de vigência desse horário.

Fonte: Estadão Conteúdo
Texto extraído da revista Isto É Dinheiro
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